Polícia Civil do DF desarticula grande esquema de mineração de Bitcoin com desvio de energia e apreende 384 máquinas
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em uma ação conjunta com a distribuidora Neoenergia Brasília, desmantelou um esquema clandestino de mineração de criptomoedas que desviava energia elétrica da rede pública. Ao todo, 384 máquinas de mineração foram apreendidas em três instalações irregulares na região administrativa de São Sebastião (DF).
A operação, denominada CriptoGato (fase 2), foi realizada na segunda-feira (23) e representa um dos maiores flagrantes desse tipo já registrados na capital federal. Segundo estimativas das autoridades, o desvio de energia poderia ter causado um prejuízo superior a R$ 5 milhões, com consumo irregular de eletricidade equivalente ao abastecimento mensal de cerca de 34 mil residências.
Como funcionava o esquema:
As máquinas de mineração operavam 24 horas por dia, conectadas diretamente à rede elétrica sem qualquer medição de consumo legal — um procedimento conhecido como “gato”. A alta demanda energética dessas instalações clandestinas sobrecarregava a rede, gerando instabilidade no fornecimento e riscos de falhas que afetavam moradores, comércios e produtores rurais da região.
Prisões e investigação:
Durante a ação, os três locais foram interditados, e os responsáveis foram detidos e encaminhados à delegacia. A PCDF instaurou inquérito para apurar crimes relacionados ao furto de energia elétrica, além de outras possíveis infrações associadas ao esquema.
Riscos à população:
A Neoenergia alertou que ligações clandestinas representam perigo de sobrecarga, danos a equipamentos e interrupções no serviço, além de colocar em risco a segurança de quem vive ou trabalha próximo a essas instalações.

Operação em continuidade:
Esta é a segunda fase da Operação CriptoGato. Em janeiro, a primeira etapa já havia desativado duas mineradoras clandestinas, com um prejuízo estimado em R$ 400 mil e um consumo equivalente ao de cerca de 3 mil residências por mês.
Vale ressaltar que a atividade de mineração de criptomoedas em si não é proibida no Brasil, mas o crime investigado na operação foi o desvio de energia elétrica.







