Os vendedores de Bitcoin (BTC) retornaram ao mercado na última sexta-feira, causando uma queda de 5,5% no preço da criptomoeda em relação à máxima de US$ 70 mil registrada na quarta-feira. No momento da redação, o BTC era negociado a US$ 65.950. Diversos analistas apontam que a tendência de baixa pode se estender, com o Preço do Bitcoin atingindo seu ponto mais baixo apenas no último trimestre de 2026.
Previsões de queda prolongada
Especialistas indicam que o Bitcoin pode continuar sua trajetória de queda, chegando a valores entre US$ 30 mil e US$ 45 mil até o final do ano. O trader Darky, em publicação na rede social X, destacou que o mercado já está cerca de 140 dias dentro de um ciclo de baixa, que historicamente dura em média 365 dias. Segundo ele, o preço deve cair ainda mais, sendo apenas uma questão de tempo.
Dados onchain do provedor CryptoQuant reforçam essa visão, apontando que os fundos de mercado costumam se formar entre junho e dezembro, com maior concentração entre setembro e novembro de 2026, conforme padrões históricos pós-halving. Outro analista, conhecido como Batman, lembra que os ciclos anteriores apresentaram seus fundos cerca de 365 a 396 dias após o pico do mercado. Como o último topo histórico acima de US$ 126 mil ocorreu em 2 de outubro de 2025, o fundo esperado estaria entre outubro e novembro de 2026.
O indicador “supply in profit” (oferta em lucro) do Bitcoin caiu para níveis observados no fundo do mercado de baixa de 2022, o que sugere mais pressão vendedora. Naquele ano, o período de fundo durou cerca de seis meses. A projeção atual, com base na ação de preço daquele intervalo, indica uma queda adicional de 70% a 75% em relação ao topo, o que colocaria o preço entre US$ 31.500 e US$ 38.000 em aproximadamente seis meses.
Níveis de suporte psicológico
Outro dado relevante é que o preço do Bitcoin caiu abaixo do custo verdadeiro médio dos detentores de longo prazo (Long-Term Holder True Cost Basis), atualmente em US$ 65.700. Esse nível funciona como um suporte psicológico importante para investidores. Quando o preço fica abaixo desse patamar, aumenta o risco de capitulação, ou seja, a venda em pânico por parte dos detentores, elevando a pressão negativa no mercado. Historicamente, essa condição precede quedas adicionais, com projeções indicando um possível recuo até US$ 42 mil ou menos.
Aumento da oferta em exchanges
Além dos indicadores técnicos, a quantidade de Bitcoin disponível nas exchanges também tem aumentado, o que é um sinal clássico de tendência de baixa. Dados da CryptoQuant mostram que o saldo de BTC nas plataformas de negociação subiu de 2,723 milhões para 2,752 milhões nas últimas seis semanas, um acréscimo de cerca de 28.489 BTC, ou 1%. Esse movimento sugere que os vendedores continuam dominando o mercado, aumentando a oferta que pode superar a demanda.
O analista Axel Adler Jr. destaca que enquanto o saldo de BTC nas exchanges não voltar a cair abaixo do nível registrado em janeiro, a pressão vendedora permanecerá forte. Para que haja uma mudança de tendência, é necessário um declínio sustentado nas reservas das exchanges.
Com esses indicadores, a expectativa predominante entre analistas é que 2026 seja um ano marcado por um mercado bear para o Bitcoin, com o preço possivelmente testando patamares significativamente mais baixos antes de uma recuperação consistente.







