A Bernstein, renomada instituição americana de análise financeira, destacou em uma comunicação recente com seus clientes que as características do Bitcoin permitiram que a criptomoeda superasse o ouro nas últimas semanas. Desde o início dos conflitos entre os Estados Unidos e o Irã, em 28 de fevereiro, o Bitcoin registrou uma alta de 25% em comparação ao metal precioso.
Embora o Bitcoin tenha apresentado uma valorização moderada de 7,7% frente ao dólar, o ouro enfrentou uma desvalorização de 14% em relação à mesma moeda durante o mesmo período.
Desafios do ouro
O ouro, um ativo com um histórico financeiro de milênios, é amplamente reconhecido como uma reserva de valor. Contudo, por ser um ativo físico, ele enfrenta desafios relacionados à liquidez e à portabilidade, especialmente em momentos de crise. A movimentação de grandes volumes de ouro pode ser complicada, limitando sua eficácia em situações tensas.
Por outro lado, as Criptomoedas operam em um mercado global e interconectado, o que lhes permite superar essas dificuldades. A Bernstein argumenta que isso explica a ascensão do Bitcoin, que “superou o ouro em 25% desde o início do conflito no Irã”.
Em declaração, a Bernstein afirmou: “Acreditamos que as propriedades digitais do Bitcoin, com sua portabilidade global e resistência à censura, são particularmente valiosas em tempos de turbulência.” A empresa também ressaltou que “ativos físicos de reserva de valor, como o ouro, enfrentam condições desafiadoras de liquidez, especialmente em momentos críticos” e que a demanda institucional por ETFs de Bitcoin está contribuindo para essa superação.
Expectativas para o Bitcoin
A Bernstein ainda sugere que o Bitcoin pode ter superado seu ponto mais baixo em 2026, prevendo que a criptomoeda poderá fechar o ano cotada a US$ 150.000, dobrando seu valor atual.
Mudanças nos ETFs de Bitcoin
Após quatro meses de saídas, os ETFs de Bitcoin estão prestes a encerrar março com entradas positivas. Esses fundos, considerados um termômetro do mercado, podem indicar uma possível mudança na tendência do setor.
Os ETFs de Bitcoin enfrentaram saídas de US$ 1,6 bilhão e US$ 206 milhões em janeiro e fevereiro, respectivamente, mas estão prestes a registrar entradas de US$ 1,5 bilhão em março.
Além disso, o ETF de Bitcoin do Morgan Stanley (MSBT), protocolado em janeiro, está prestes a ser listado nas bolsas americanas. Eric Balchunas, analista, comentou nas redes sociais: “O ETF de Bitcoin do Morgan Stanley recebeu um anúncio oficial de listagem na NYSE, o que normalmente indica que o lançamento é iminente.”
Esses movimentos no Mercado de Criptomoedas refletem o crescente interesse institucional e a adaptação do setor a novas dinâmicas financeiras, especialmente em tempos de incerteza geopolítica.
