Bitcoin registra queda de 25% no ano e Coinbase apresenta quatro possíveis cenários para a criptomoeda
O Bitcoin acumula uma desvalorização de 25% desde o início do ano, movimentando a atenção do mercado para suas oscilações de preço. Em relatório divulgado nesta terça-feira (24), a exchange Coinbase analisou o comportamento da criptomoeda e destacou quatro cenários possíveis para seu desempenho no curto prazo.
Suporte e resistência: pontos-chave para o Bitcoin
De acordo com os analistas da Coinbase, o Bitcoin encontra um suporte sólido na faixa dos US$ 60.000, enquanto a primeira resistência significativa está situada em torno dos US$ 82.000. No momento da publicação, o ativo digital era negociado a aproximadamente US$ 66.000, apresentando alta de 5% nas últimas 24 horas.
Mercado de opções influencia a dinâmica do preço
O relatório ressalta que o Bitcoin está atualmente oscilando entre os níveis de US$ 60.000 e US$ 82.000, e que a superação de qualquer uma dessas barreiras pode alterar o panorama do mercado. A análise inclui a exposição de gamma (GEX) no mercado de opções, que indica como os operadores ajustam suas posições de hedge conforme o preço varia.
Segundo a Coinbase, os principais hedgers tendem a agir de forma contrária ao movimento do preço, vendendo quando o Bitcoin sobe e comprando quando ele cai, o que contribui para a redução da volatilidade e favorece a consolidação do preço próximo a determinados níveis de strike, especialmente em datas próximas a grandes vencimentos.
Quatro cenários para o Bitcoin no curto prazo
O documento da Coinbase apresenta quatro possíveis trajetórias para o Bitcoin:
1. Caso o Bitcoin não ultrapasse os US$ 82.000, é esperado que a resistência se mantenha, reforçando a posição dos investidores pessimistas que apostam na queda da criptomoeda.
2. Se o Bitcoin romper a barreira dos US$ 82.000, a resistência pode se deslocar para a faixa entre US$ 85.000 e US$ 90.000, com possibilidade de lateralização do preço ao invés de uma alta acelerada. Nesse contexto, os analistas recomendam estratégias como call spreads, que oferecem proteção contra movimentos lentos e reduzem o impacto do theta negativo.
3. Se o preço do Bitcoin alcançar os US$ 60.000, mas conseguir se recuperar, a orientação é aguardar a retomada da alta para realizar compras, evitando tentar “pegar a faca caindo” e buscando um retorno assimétrico, novamente com preferência por call spreads.
4. No cenário mais desfavorável, em que o Bitcoin cai abaixo dos US$ 60.000, a expectativa é de uma queda rápida. Para mitigar riscos, a Coinbase sugere o uso de put spreads em vez de posições vendidas diretas, diminuindo a exposição à liquidação.
Essas análises reforçam a importância de acompanhar o mercado de opções e os níveis técnicos para entender os movimentos do Bitcoin, que segue em um momento de alta volatilidade e incertezas no curto prazo.






