Investidores que mantêm Bitcoin (BTC) por pelo menos três anos são os que mais se beneficiam, com perdas historicamente reduzidas a apenas 0,70%, aponta análise da Bitwise Europe divulgada por André Dragosch, chefe de pesquisa da empresa. O estudo abrange o período entre julho de 2010 e fevereiro de 2026, indicando que a probabilidade de prejuízo para detentores de longo prazo é quase nula.
Risco de perda reduzido a longo prazo
A pesquisa revela que praticamente todos os pontos de entrada com retenção mínima de três anos resultaram em lucro. Para períodos ainda maiores, o risco diminui ainda mais, caindo para 0,2% em cinco anos e zerando em dez anos. Por outro lado, investidores com janelas de tempo menores enfrentam riscos consideravelmente maiores. Operadores que compram e vendem no mesmo dia têm quase 47,1% de chance de prejuízo, percentual que permanece elevado em períodos de uma semana (44,7%), um mês (43,2%) e até um ano (24,3%).
O indicador conhecido como preço realizado também confirma essa tendência, mostrando que os detentores de Bitcoin por períodos mais longos acumulam lucros substanciais. Em fevereiro de 2026, o preço do BTC estava em torno de US$ 65 mil, cerca de 50% abaixo da máxima de outubro de 2025, mas ainda muito acima do preço realizado para os investidores que mantêm seus ativos entre três e cinco anos, estimado em US$ 34.780. Isso significa que esses investidores apresentavam um retorno aproximado de 90%.
Perspectivas de mercado e variações recentes
Apesar da forte recuperação dos investidores de longo prazo, o mercado ainda enfrenta volatilidade. Alguns analistas apontam para uma possível correção do Preço do Bitcoin até a faixa de US$ 30 mil, o que poderia pressionar os detentores de três a cinco anos a reverem suas estratégias, já que o lucro acumulado poderia ser reduzido a quase zero. Enquanto isso, investidores mais recentes, especialmente aqueles que compraram nos últimos dois anos, estão majoritariamente no prejuízo.
O custo médio de aquisição dos detentores entre seis meses e um ano está em torno de US$ 101.250, o que representa uma perda não realizada de aproximadamente 35%. Já o grupo que mantém Bitcoin por um a dois anos tem um custo médio menor, cerca de US$ 78.150, com uma perda não realizada de cerca de 15%. Esses dados reforçam a relação direta entre o tempo de retenção e a redução das perdas durante períodos de correção.
Previsões para 2026 e 2027
As projeções para o preço do Bitcoin nos próximos anos continuam otimistas em cenários de alta. A corretora global Bernstein mantém sua previsão de US$ 150 mil para 2026, apesar da queda recente de 50% no preço do ativo, atribuindo a situação atual a uma crise momentânea de confiança. Por outro lado, o banco Standard Chartered alerta para uma possível fase de “capitulação final”, que poderia levar o preço a cerca de US$ 50 mil antes de uma recuperação para a faixa dos US$ 100 mil até o final de 2026.
Para 2027, o modelo histórico de retorno médio elaborado por Timothy Peterson indica que o Bitcoin pode alcançar cerca de US$ 122 mil no início do ano, com alta probabilidade de superar essa marca. Esses prognósticos consideram tanto o desempenho passado quanto fatores de mercado atuais, reforçando a visão de que o Bitcoin permanece como um ativo de valorização relevante no médio e longo prazo.
Este cenário evidencia a importância da estratégia de investimento focada no longo prazo para quem deseja minimizar riscos e potencializar ganhos no Mercado de Criptomoedas.

