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Governo Lula amplia isenção de imposto de importação para mineradoras de Bitcoin até 2028

Tor Field
fevereiro 24, 2026

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a prorrogação da isenção do imposto de importação para equipamentos de mineração de Bitcoin, estendendo o benefício até 31 de janeiro de 2028. A medida foi formalizada por meio da Resolução GECEX nº 861, publicada no Diário Oficial da União, e faz parte de uma série de ajustes no regime de importação promovidos pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (GECEX) do Brasil.

O que muda com a nova resolução

A ampliação da isenção — que já havia sido concedida em 2025 — inclui equipamentos de mineração de criptomoedas baseados no algoritmo SHA-256, como ASICs de alto desempenho. Esses equipamentos dedicados à mineração de Bitcoin, Bitcoin Cash e outras criptomoedas com processamento superior a 200 TH/s e eficiência energética inferior a 20 J/TH agora poderão ser importados sem a cobrança de imposto até o início de 2028.

Equipamentos de mineração de Bitcoin foram incluídos na relação de produtos com isenção de imposto de importação, conforme documento assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Além das máquinas de mineração, a lista atualizada contempla outros bens de tecnologia e indústria pesada, como equipamentos de TI, telecomunicações, energia e automação, também beneficiados pela isenção de tributos de importação no mesmo período.

A resolução entrará em vigor sete dias após sua publicação oficial, ou seja, a partir do 27 de fevereiro de 2026. É importante observar que essa isenção tende a se aplicar principalmente a importadores registrados, já que pessoas físicas que trazem equipamentos via remessas postais ou courier podem continuar sujeitas às regras normais da Receita Federal.

Distribuição global de hashrate em 2026 — atualização

Mapa Mundial do hashrate do Bitcoi, Fonte: Hashrateindex

Em 2026, o mapa da mineração de Bitcoin segue dominado por países com grande capacidade tecnológica, infraestrutura energética robusta e operações industriais escaláveis — com destaque para mineradores listados nos Estados Unidos, que agora respondem por uma grande fatia do poder computacional da rede.

O seguimento abaixo traz uma estimativa aproximada de como o poder de processamento (hashrate) está distribuído globalmente este ano:

País / RegiãoEstimativa de participação no hashrate global (2026)
Estados Unidos~42,6% — maior fatia global, crescendo nos últimos anos graças à expansão de grandes mineradoras listadas em bolsa.
RússiaSegundo lugar em crescimento observado em 2025, com participação significativa em capacidade de mineração, representando cerca de 16% a 20% do hashrate.
ChinaMantém posição de destaque no top 3, representando cerca de 11%–20% do hashrate apesar da proibição de 2021.
CazaquistãoContinuando relevante no cenário minerador global, com grandes operações instaladas localmente.
CanadáPaís com operações importantes apoiadas por energia hidrelétrica e empresas públicas/privadas de mineração.
AlemanhaOperações menores, porém presentes, com foco em mercados de energia renovável.
MalásiaPaís asiático mantendo participação relevante no hashrate global.
IrãApesar de desafios operacionais locais, segue figurando entre nações mineradoras relevantes.
EtiópiaEm ascensão, tornando-se um dos maiores produtores africanos de hash power com cerca de ~2,7% do total global.
Outros países~variável

📌 Observações importantes:

  • Os Estados Unidos consolidaram sua liderança, com participação de cerca de 42% do hashrate global — um recorde impulsionado por grandes mineradoras públicas e infraestrutura robusta.
  • Rússia e China seguem como países relevantes, com crescimento contínuo no poder computacional.
  • A África, especialmente a Etiópia, tem se destacado como um novo polo de mineração graças ao uso de energia renovável barata e investimentos em infraestrutura local.
  • A descentralização continua avançando, com mais de 30 países contribuindo com frações do hashrate global e um número crescente de países superando 0,1% de participação.

Contexto da mineração de Bitcoin no Brasil

Embora a mineração de Bitcoin exista no país, a participação do Brasil no hashrate global ainda é relativamente pequena. Dados recentes indicam que os Estados Unidos lideram a mineração mundial com cerca de 42% do total, seguidos por Rússia (16%) e China (11%). Já o Brasil representa aproximadamente 0,375% do poder de mineração global, percentuais semelhantes aos de Argentina, Bolívia e Venezuela.

Especialistas ressaltam que, além de incentivos fiscais, fatores como alto custo de energia, clima quente e infraestrutura ainda limitam o crescimento do setor no país. A ampliação da isenção de impostos pode, no entanto, contribuir para reduzir custos — especialmente para operações de maior escala — e atrair investimentos.

Objetivo da medida

Segundo autoridades envolvidas na decisão, a extensão do benefício busca estimular a instalação de infraestrutura tecnológica avançada no Brasil, posicionando o país como um ambiente mais competitivo para atividades que demandam tecnologia de ponta, como a mineração profissional de criptomoedas.

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Tor Field

Thor Field é mentor de diversos projetos na internet desde 2009, guiando equipes e ideias com experiência prática acumulada ao longo de mais de uma década. Entusiasta apaixonado por criptomoedas, acompanha de perto a evolução do ecossistema blockchain. Além disso, é um defensor do jornalismo sério, valorizando reportagens profundas, éticas e comprometidas com a verdade.
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