O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a prorrogação da isenção do imposto de importação para equipamentos de mineração de Bitcoin, estendendo o benefício até 31 de janeiro de 2028. A medida foi formalizada por meio da Resolução GECEX nº 861, publicada no Diário Oficial da União, e faz parte de uma série de ajustes no regime de importação promovidos pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (GECEX) do Brasil.
O que muda com a nova resolução
A ampliação da isenção — que já havia sido concedida em 2025 — inclui equipamentos de mineração de criptomoedas baseados no algoritmo SHA-256, como ASICs de alto desempenho. Esses equipamentos dedicados à mineração de Bitcoin, Bitcoin Cash e outras criptomoedas com processamento superior a 200 TH/s e eficiência energética inferior a 20 J/TH agora poderão ser importados sem a cobrança de imposto até o início de 2028.

Além das máquinas de mineração, a lista atualizada contempla outros bens de tecnologia e indústria pesada, como equipamentos de TI, telecomunicações, energia e automação, também beneficiados pela isenção de tributos de importação no mesmo período.
A resolução entrará em vigor sete dias após sua publicação oficial, ou seja, a partir do 27 de fevereiro de 2026. É importante observar que essa isenção tende a se aplicar principalmente a importadores registrados, já que pessoas físicas que trazem equipamentos via remessas postais ou courier podem continuar sujeitas às regras normais da Receita Federal.
Distribuição global de hashrate em 2026 — atualização

Em 2026, o mapa da mineração de Bitcoin segue dominado por países com grande capacidade tecnológica, infraestrutura energética robusta e operações industriais escaláveis — com destaque para mineradores listados nos Estados Unidos, que agora respondem por uma grande fatia do poder computacional da rede.
O seguimento abaixo traz uma estimativa aproximada de como o poder de processamento (hashrate) está distribuído globalmente este ano:
| País / Região | Estimativa de participação no hashrate global (2026) |
|---|---|
| Estados Unidos | ~42,6% — maior fatia global, crescendo nos últimos anos graças à expansão de grandes mineradoras listadas em bolsa. |
| Rússia | Segundo lugar em crescimento observado em 2025, com participação significativa em capacidade de mineração, representando cerca de 16% a 20% do hashrate. |
| China | Mantém posição de destaque no top 3, representando cerca de 11%–20% do hashrate apesar da proibição de 2021. |
| Cazaquistão | Continuando relevante no cenário minerador global, com grandes operações instaladas localmente. |
| Canadá | País com operações importantes apoiadas por energia hidrelétrica e empresas públicas/privadas de mineração. |
| Alemanha | Operações menores, porém presentes, com foco em mercados de energia renovável. |
| Malásia | País asiático mantendo participação relevante no hashrate global. |
| Irã | Apesar de desafios operacionais locais, segue figurando entre nações mineradoras relevantes. |
| Etiópia | Em ascensão, tornando-se um dos maiores produtores africanos de hash power com cerca de ~2,7% do total global. |
| Outros países | ~variável |
📌 Observações importantes:
- Os Estados Unidos consolidaram sua liderança, com participação de cerca de 42% do hashrate global — um recorde impulsionado por grandes mineradoras públicas e infraestrutura robusta.
- Rússia e China seguem como países relevantes, com crescimento contínuo no poder computacional.
- A África, especialmente a Etiópia, tem se destacado como um novo polo de mineração graças ao uso de energia renovável barata e investimentos em infraestrutura local.
- A descentralização continua avançando, com mais de 30 países contribuindo com frações do hashrate global e um número crescente de países superando 0,1% de participação.
Contexto da mineração de Bitcoin no Brasil
Embora a mineração de Bitcoin exista no país, a participação do Brasil no hashrate global ainda é relativamente pequena. Dados recentes indicam que os Estados Unidos lideram a mineração mundial com cerca de 42% do total, seguidos por Rússia (16%) e China (11%). Já o Brasil representa aproximadamente 0,375% do poder de mineração global, percentuais semelhantes aos de Argentina, Bolívia e Venezuela.
Especialistas ressaltam que, além de incentivos fiscais, fatores como alto custo de energia, clima quente e infraestrutura ainda limitam o crescimento do setor no país. A ampliação da isenção de impostos pode, no entanto, contribuir para reduzir custos — especialmente para operações de maior escala — e atrair investimentos.
Objetivo da medida
Segundo autoridades envolvidas na decisão, a extensão do benefício busca estimular a instalação de infraestrutura tecnológica avançada no Brasil, posicionando o país como um ambiente mais competitivo para atividades que demandam tecnologia de ponta, como a mineração profissional de criptomoedas.
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