Arthur Hayes, fundador da primeira corretora de derivativos de Bitcoin do mundo, publicou uma análise sobre o impacto do conflito entre Estados Unidos e Irã no Mercado financeiro e no Preço do Bitcoin. Segundo o bilionário, guerras costumam levar os governos a imprimir dinheiro, o que historicamente impulsiona a valorização da criptomoeda.
Após o início dos ataques, o Bitcoin sofreu uma queda inicial, chegando a ser negociado a US$ 63.000 na madrugada do último sábado (28). Contudo, a criptomoeda se recuperou rapidamente e, no momento da redação, opera acima dos US$ 69.400.
Impacto das guerras na Economia
Hayes destaca que o custo humano e financeiro das guerras é refletido no orçamento federal dos EUA, especialmente nos gastos com veteranos e nas despesas militares. Ele observa que, historicamente, o Federal Reserve (Fed) tende a reduzir as taxas de juros e afrouxar a política monetária logo após o início de grandes conflitos, como ocorreu durante a Guerra do Golfo em 1990, a Guerra ao Terror em 2001 e os conflitos no Oriente Médio em 2009.
O bilionário ressalta que a duração do conflito entre EUA e Irã pode aumentar a probabilidade de o Fed adotar medidas econômicas expansionistas para sustentar os custos da guerra. Essa política, segundo Hayes, favorece a valorização do Bitcoin, que tende a se beneficiar da impressão de dinheiro e da desvalorização das moedas tradicionais.
Perspectivas para o Bitcoin
Hayes afirma que o momento ideal para Investir em Bitcoin será logo após o Fed anunciar cortes nos juros ou medidas de estímulo econômico para apoiar os objetivos do governo americano no Irã. Ele reforça que a política monetária do Fed está diretamente ligada ao sucesso político dos governantes, que dependem do desempenho dos mercados financeiros e do petróleo.
Bitcoin como proteção geopolítica
Além da análise de Hayes, um estudo recente da gestora BlackRock aponta que investidores têm buscado o Bitcoin como uma forma de proteção contra a desvalorização do dólar em momentos de instabilidade geopolítica. A pesquisa mostra que, em cinco eventos analisados nos últimos anos, incluindo a pandemia de 2020, a guerra entre Rússia e Ucrânia e a crise bancária nos EUA, o Bitcoin superou o desempenho do S&P 500 e do ouro.
O destaque do estudo é a escalada do conflito entre EUA e Irã em 2020, que, apesar de breve, evidenciou a capacidade do Bitcoin de se valorizar em meio a tensões internacionais.
A análise de Hayes e os dados da BlackRock reforçam a visão de que o Bitcoin pode funcionar como um ativo de proteção em cenários de crise global, especialmente quando políticas monetárias expansionistas são adotadas para enfrentar os custos econômicos de guerras e conflitos.

