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Mais um Minerador Solo Desafia as Probabilidades e Ganha Recompensa de US$ 282 Mil em Bitcoin

TF
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Mais um Minerador Solo Desafia as Probabilidades e Ganha Recompensa de US$ 282 Mil em Bitcoin
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Em um golpe de sorte que reforça o apelo imprevisível do mundo das criptomoedas, mais um minerador solo de Bitcoin conseguiu o impossível: resolver um bloco da blockchain sozinho e embolsar uma recompensa de 3,13 BTC, equivalente a cerca de US$ 282 mil. O feito, ocorrido na quinta-feira, destaca a persistência de entusiastas independentes em meio a um ecossistema dominado por pools gigantes e rigs industriais.

O sortudo da vez é um minerador anônimo, identificado apenas pelo endereço “1Ng9~VoQz”, que opera com uma taxa de hash de 270 TH/s (terahashes por segundo). Ele utilizou o serviço Solo CKPool, uma plataforma especializada em auxiliar mineradores independentes a competir sem a necessidade de hardware caro e complexo. Essa vitória marca o 311º bloco resolvido por mineradores solo via CKPool, e é a quarta em apenas três semanas – um ritmo surpreendente, considerando que o anterior havia sido em setembro, de acordo com dados do mempool.space.

As chances de sucesso? Aproximadamente 1 em 30 mil, segundo o administrador do CKPool. “Parabéns ao minerador 1Ng9~VoQz com 270 TH/s por resolver o 311º bloco solo em solo.ckpool.org”, tuitou o desenvolvedor pseudônimo do pool, celebrando o triunfo em uma postagem no X (antigo Twitter). Para contextualizar, minerar Bitcoin sozinho é comparado por especialistas a “jogar na loteria”: exige resolver equações matemáticas complexas via proof-of-work, demandando poder computacional imenso, energia e equipamentos especializados. O minerador pagou uma taxa de 2% ao pool – 0,062 BTC, ou cerca de US$ 5.734 –, mas levou para casa o prêmio integral, incluindo taxas de transação do bloco.

No total, mineradores do Solo CKPool já acumularam 5.553 BTC em recompensas, totalizando cerca de US$ 511 milhões ao preço atual do Bitcoin, que se mantém estável em torno de US$ 90.062 nas últimas 24 horas. A taxa de hash da rede Bitcoin, aliás, ultrapassou 1 ZH/s (zett hashes por segundo) recentemente, um salto impressionante em relação aos 736 EH/s (exahashes por segundo) do mesmo período no ano passado. Essa escalada torna o mining solo cada vez mais árduo, concentrando o poder em grandes operações.

Implicações para o Mining Independente

Essa série de vitórias recentes reacende o debate sobre a viabilidade do mining solo em uma era de centralização. Serviços como o Solo CKPool democratizam o acesso, cobrando taxas apenas em caso de sucesso e eliminando a barreira de manter rigs completos. No entanto, com a dificuldade da rede em alta constante, analistas alertam que o modelo tradicional de pools compartilhados continua dominando – e não sem razão. Empresas como a Bitfarms, por exemplo, anunciaram recentemente o encerramento de operações de mining de Bitcoin após prejuízos de US$ 46 milhões, pivotando para computação de IA.

Para mineradores como “1Ng9~VoQz”, porém, o risco vale a recompensa: em vez de dividir prêmios em pools, eles apostam tudo em uma tacada única. “É como uma loteria, mas com matemática real por trás”, comentou um especialista em cripto no início do ano. Com o halving de 2024 ainda fresco na memória – que cortou a recompensa base para 3,125 BTC por bloco –, esses underdogs solo provam que, no universo do Bitcoin, a sorte ainda pode superar os algoritmos.

Enquanto a rede continua a evoluir, histórias como essa inspiram uma nova geração de mineradores a sonhar alto. Quem será o próximo a bater as odds?

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Tor Field
Escrito por
Tor Field
Especialista em Criptomoedas
438 artigos · 12/01/2026

Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br — o portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas.

Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e a maioria das pessoas achava que era golpe. Eu fiquei. E nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 que eliminou 90% dos projetos, a entrada institucional de 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024.

No Coin360.com.br, lidero a produção de análises baseadas em dados reais — histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macroeconômico. Cada previsão publicada passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, exponho o raciocínio e assumo quando erro.

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