BTCR$ 334.348,000.87%ETHR$ 9.806,72+0.32%BNBR$ 2.891,800.82%XRPR$ 5,780.66%SOLR$ 395,360.36%DOGER$ 0,370.93%ADAR$ 0,89+0.96%AVAXR$ 33,64+0.92%

A mineração de Bitcoin vive o seu momento mais crítico desde o halving de 2024. Os mineradores estão vendendo Bitcoin em ritmo nunca visto, esgotando suas reservas para pagar contas de energia e manter as máquinas ligando. Nas últimas 72 horas, mais de 30.000 BTC (equivalente a aproximadamente R$ 14 bilhões) saíram das carteiras controladas por mineradores, segundo dados on-chain atualizados.

Com isso, o saldo total de Bitcoin nas carteiras de mineradores despencou para apenas 1,803 milhão de BTC — o menor nível da história do Bitcoin, superando até os fundos registrados durante o bear market de 2022 e a proibição da mineração na China em 2021.

Hashprice em Colapso Livre: o indicador que ninguém quer ver

O principal culpado dessa sangria é o hashprice, métrica que mostra quanto um minerador ganha por dia para cada petahash/segundo (PH/s) de poder computacional. Atualmente, o hashprice está em US$ 34,49 — uma queda de mais de 50% em poucas semanas e o menor valor já registrado.

Foto: Dados do hashrateindex.com
Foto: Dados do hashrateindex.com

Para se ter ideia da gravidade:

  • Mesmo no pior momento do inverno cripto de 2022, o hashprice raramente ficou abaixo de US$ 50.
  • Hoje, para a grande maioria dos mineradores que não possuem as máquinas mais novas (S21 Pro, Hydro, etc.) ou energia barata, o custo de produzir 1 BTC é maior que o preço de mercado.

Preço do Bitcoin cai, mas hashrate não acompanha

O Bitcoin está sendo negociado na faixa dos US$ 86.000 após correção de 22% desde a máxima histórica recente. Normalmente, quando o preço cai, parte dos mineradores menos eficientes desliga as máquinas e o hashrate da rede cai junto, aliviando a pressão.

Isso não está acontecendo agora.

O hashrate global segue acima de 1 zettahash por segundo (1 ZH/s), nível recorde. Isso significa que grandes mineradores públicos (listados em bolsa) estão mantendo tudo ligado mesmo operando no vermelho, usando caixa levantado em emissões de ações para “queimar” concorrentes menores e privados que não têm acesso a capital barato.

O que vem pela frente: capitulação ou recuperação?

Dois cenários são discutidos pelo mercado neste momento:

  1. Capitação em massa → Se o preço do Bitcoin não voltar rapidamente para acima de US$ 95.000–100.000, milhares de mineradores menores vão quebrar. Isso forçaria não só a venda do resto das reservas de BTC, mas também leilões de máquinas ASIC usadas e até fechamento de fazendas inteiras.
  2. Recuperação rápida → Um novo rali do BTC aliviaria a pressão imediatamente, fazendo o hashprice subir e dando fôlego para os sobreviventes acumularem novamente.

O que você precisa acompanhar agora

  • Saldo de BTC nas carteiras de mineradores (quanto mais cair, pior)
  • Hashprice diário (acima de US$ 60 já traz alívio significativo)
  • Hashrate da rede (queda expressiva seria o primeiro sinal real de capitulação)
  • Fluxo de BTC das mineradoras para exchanges (quanto maior, mais pressão de venda)

A mineração de Bitcoin está em modo sobrevivência total. Quem tiver energia barata, máquinas eficientes e acesso a capital sai fortalecido do outro lado. Para os demais, 2025 pode ser o ano do “tudo ou nada”.

Fique de olho: os próximos 30 dias serão decisivos para definir quais empresas e países vão dominar a mineração da próxima década.

fonte: beincrypto

Este artigo tem propósito exclusivamente informativo e não configura recomendação de investimento.

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

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