Bitcoin

Monad amplia liquidez em Bitcoin com ponte cbBTC da Chainlink na Base

Geraldo Manuel
março 02, 2026

Chainlink viabiliza transferência de cbBTC para Blockchain Monad

A Chainlink possibilitou a transferência do token cbBTC, versão embrulhada do Bitcoin da Coinbase, da rede Base para a blockchain Monad, por meio do seu protocolo Cross-Chain Interoperability Protocol (CCIP). A operação permite a movimentação de mais de US$ 5 bilhões em cbBTC para o ecossistema Monad, conforme anúncio divulgado pela própria Monad nesta segunda-feira.

A integração coloca o cbBTC à disposição do ecossistema DeFi da Monad, onde diversas aplicações, como Curvance e Neverland, já começam a adotar mercados baseados no token. A iniciativa introduz liquidez lastreada em Bitcoin para operações de empréstimo, financiamento e outras aplicações descentralizadas na blockchain Monad, que é compatível com a Ethereum Virtual Machine (EVM) e foi projetada para suportar alto volume de transações e casos de uso financeiro.

Infraestrutura para ativos em Bitcoin

William Reilly, chefe de iniciativas estratégicas da Chainlink Labs, destacou que, com o crescimento dos ativos lastreados em Bitcoin para dezenas de bilhões, a infraestrutura responsável por sua movimentação precisa acompanhar essa escala. O protocolo CCIP foi desenvolvido com múltiplas camadas de validação descentralizada para reduzir riscos na comunicação entre blockchains e garantir respaldo 1:1 dos ativos em todas as redes envolvidas.

A Monad, por sua vez, destaca sua capacidade de processar até 10 mil transações por segundo e alcançar finalização em menos de um segundo, posicionando-se como infraestrutura adequada para aplicações financeiras que demandam alta intensidade transacional.

O token cbBTC foi lançado pela Coinbase em setembro de 2024 como uma versão embrulhada do Bitcoin nas redes Ethereum e Base, com lastro 1:1 em BTC mantido em custódia pela exchange. O token foi criado para permitir cunhagem e resgate automáticos vinculados aos depósitos em Bitcoin na plataforma.

Novas opções de rendimento para Bitcoin

Diferentemente de redes baseadas em proof-of-stake, como Ethereum e solana, que permitem aos usuários obter recompensas por meio do staking de tokens, o design proof-of-work do Bitcoin não gera rendimento nativo. Essa característica limita as opções de ganhos on-chain para os detentores da maior criptomoeda, mas novas estruturas financeiras têm surgido para preencher essa lacuna.

Em maio, Ryan Chow, cofundador do Solv Protocol, afirmou que a demanda por estratégias de rendimento em Bitcoin está crescendo, especialmente entre empresas que buscam liquidez sem vender seus ativos. Ele citou integrações com redes proof-of-stake e estratégias de trading delta-neutro como formas de ampliar as possibilidades de retorno para o Bitcoin, ao mesmo tempo em que fortalecem a segurança e liquidez da rede.

No mesmo mês, a Coinbase lançou o Coinbase Bitcoin Yield Fund, voltado para investidores institucionais fora dos Estados Unidos, com objetivo de oferecer retornos líquidos anuais entre 4% e 8%. Pouco depois, a Kraken apresentou um produto de staking de Bitcoin em parceria com a Babylon Labs, permitindo que usuários bloqueiem seus BTC e os deleguem para proteger redes proof-of-stake, sem necessidade de envolvimento com wrapping ou bridging.

O ecossistema de tokens embrulhados em Bitcoin continua se expandindo. Em novembro do ano passado, o WBTC integrou-se à rede Hedera, com apoio da BitGo e LayerZero, ampliando a presença do maior tokenizado de Bitcoin em novos ambientes de contratos inteligentes. Recentemente, a carteira TON Wallet, integrada ao Telegram, passou a oferecer cofres que permitem aos usuários ganhar rendimento em Bitcoin dentro do próprio aplicativo de mensagens, por meio de infraestrutura DeFi subjacente.

Essas iniciativas refletem o movimento crescente para transformar o Bitcoin em um ativo que, além de reserva de valor, possa gerar renda passiva por meio de soluções descentralizadas e interoperáveis.

⚠️ Aviso Importante: Este artigo é apenas informativo e não constitui recomendação ou conselho de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco. Consulte um profissional qualificado antes de investir. Leia o disclaimer completo.

Geraldo Manuel

Escritor e especialista em geopolítica, Geraldo Manoel acompanha o mercado de criptomoedas desde 2018. Com experiência na análise de cenários globais e seus impactos no setor cripto, escreve para o Coin360 desde 2023, trazendo conteúdos voltados à compreensão estratégica do mercado e suas movimentações.
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