Uma operação conjunta envolvendo a Polícia Civil do Distrito Federal e a Neoenergia resultou na desativação de uma mineradora clandestina de Bitcoin, que operava com furto de energia elétrica. A ação, batizada de “Cripto Gato”, evitou um prejuízo superior a R$ 1,5 milhão.
Mineração ilegal de Bitcoin usava energia furtada
Segundo as investigações, o esquema utilizava ligações clandestinas para manter equipamentos de alta potência ligados continuamente, viabilizando a mineração de Bitcoin (BTC) sem custos com energia — principal despesa da atividade.
A estrutura funcionava de forma ininterrupta, 24 horas por dia, consumindo grande quantidade de eletricidade e sobrecarregando a rede pública.
Polícia Civil identifica e desmonta esquema

Polícia Civil desmonta estrutura com 160 máquinas
A Polícia Civil do DF, por meio da 30ª Delegacia de Polícia, coordenou a ação que resultou na apreensão de:
- 160 máquinas mineradoras (ASICs)
- Um transformador de 500 amperes (500A)
Os equipamentos apreendidos são avaliados em cerca de R$ 850 mil, evidenciando uma operação estruturada para mineração em larga escala.
Além disso, o prejuízo causado pelo furto de energia pode chegar a aproximadamente R$ 1,5 milhão por mês, segundo estimativas da concessionária.
Durante a ação:
- A ligação clandestina foi interrompida
- Os equipamentos foram apreendidos
- O local foi periciado por especialistas
Perícia técnica e operação integrada
A operação contou com apoio do Instituto de Criminalística, que realizou perícias de engenharia e informática para documentar as irregularidades.
Também participaram:
- Instituto de Identificação
- Divisão de Operações Aéreas
A atuação integrada reforçou a segurança da operação e a coleta de provas técnicas para o andamento das investigações.
A Polícia Civil do DF teve papel central na identificação e desarticulação da operação ilegal. Com apoio técnico da Neoenergia, os agentes localizaram o imóvel onde funcionava a mineradora clandestina.
Durante a ação:
- Equipamentos de mineração foram apreendidos
- A ligação irregular foi interrompida
- Os responsáveis foram encaminhados para investigação
A polícia agora apura possíveis crimes como furto de energia, fraude e associação criminosa.
Prejuízo milionário e riscos à população
A operação evitou perdas estimadas em mais de R$ 1,5 milhão, valor que poderia impactar diretamente consumidores e o sistema elétrico.
Além do prejuízo financeiro, esse tipo de prática representa riscos sérios:
- Quedas de energia
- Sobrecarga da rede
- Danos a equipamentos
- Possíveis incêndios
“As operações contra o desvio ilegal de energia seguirão sendo realizadas em todo o Distrito Federal, com o objetivo de assegurar um fornecimento estável e seguro para a população.”
— Wilson Matias, supervisor de Recuperação de Energia da Neoenergia
Por que o Bitcoin é alvo desse tipo de crime?
A mineração de Bitcoin exige alto poder computacional e, consequentemente, grande consumo de energia elétrica. Por isso, criminosos recorrem ao furto de energia para aumentar a lucratividade ilegal.
Especialistas apontam que o custo energético pode representar a maior parte do investimento em operações de mineração, tornando o “gato” um atalho ilegal utilizado por alguns grupos.
Mineração é legal, fraude não
É importante destacar que minerar criptomoedas como o Bitcoin não é crime no Brasil. No entanto, práticas como o uso de energia furtada ou instalações irregulares configuram crimes e são alvo de operações policiais.
Combate deve se intensificar
A operação “Cripto Gato” faz parte de um esforço contínuo das autoridades do Distrito Federal para combater fraudes no consumo de energia e atividades ilegais ligadas ao mercado cripto.
A Polícia Civil reforça que denúncias anônimas podem ajudar a identificar novos casos e proteger a população.

