BTCR$ 340.510,00+3.69%ETHR$ 9.886,39+4.05%BNBR$ 2.932,11+1.48%XRPR$ 5,81+4.38%SOLR$ 399,94+2.78%DOGER$ 0,37+1.76%ADAR$ 0,89+7.54%AVAXR$ 33,82+1.51%
Em uma ação policial que começou como uma ofensiva contra o narcotráfico, agentes da Polícia Militar do Rio de Janeiro se depararam com uma instalação clandestina de mineração de Bitcoin dentro de uma residência suspeita. O caso, ocorrido no último domingo (23), destaca os riscos de atividades ilegais ligadas a criptomoedas no Brasil, incluindo o uso indevido de energia elétrica.

Operação Policial Revela Rede de Fraudes e Mineração Ilegal

A operação, batizada de RENOE (Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas), foi lançada no feriado de 20 de novembro para coibir o comércio de entorpecentes em áreas vulneráveis. Na região do “Suvaco de Cobra”, entre os distritos de Guarus e Travessão – uma zona de favela conhecida por altos índices de criminalidade –, os policiais invadiram a propriedade pulando o muro por volta das 10h30. Ao revistarem o imóvel, que estava vazio no momento, os agentes foram surpreendidos pelo ruído intenso de ventiladores. Lá, sete máquinas de mineração de criptomoedas, equipadas com sistemas de refrigeração, operavam sem interrupção. A instalação, aparentemente alimentada por uma conexão elétrica desviada, também servia como base para um serviço pirata de streaming (IPTV), distribuindo filmes e canais de TV de forma irregular. Além das equipamentos de mineração de Bitcoin, a PM apreendeu drogas e desmantelou pontos de “gatonet” – fraudes em telecomunicações. Buscas minunciosas em todos os cômodos, inclusive no lixo acumulado, reforçaram a suspeita de múltiplas atividades criminosas no local.

Mineração de Criptomoedas: Legalidade e Riscos no Brasil

Embora a mineração de Bitcoin em si não configure crime no território nacional, o desvio de energia elétrica – crime previsto no Código Penal – transforma a operação em ilegal. Especialistas alertam que essas “fazendas de mineração” clandestinas consomem quantidades exorbitantes de eletricidade, equivalentes ao uso de centenas de residências comuns, o que agrava o prejuízo às concessionárias e ao meio ambiente. De acordo com dados recentes da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), fraudes como o “gato” de luz representam perdas anuais de bilhões de reais no país. No contexto das criptomoedas no Brasil, casos semelhantes têm sido reportados em São Paulo e Minas Gerais, onde mineradores recorrem a métodos ilícitos para reduzir custos operacionais.

Impacto da Ação e Próximos Passos

A RENOE continua em andamento, com expectativa de um balanço oficial nos próximos dias. Autoridades investigam possíveis ligações com redes maiores de tráfico e cibercrimes. O episódio reforça a necessidade de maior fiscalização sobre o boom da
Compartilhar.

Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

AVISO LEGAL: Todo o conteúdo deste site é apenas informativo e não constitui recomendação ou conselho de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco com possibilidade de perda total do capital. Consulte sempre um profissional qualificado (CVM/CFP®) antes de investir. Leia o disclaimer completo aqui.