O ouro voltou a surpreender os mercados globais e bateu mais um recorde histórico, superando a marca de US$ 5.060 por onça e consolidando uma sequência inédita de máximas consecutivas. Segundo dados acompanhados pelo portal Coin360, o movimento reflete um aumento expressivo da aversão ao risco em meio ao agravamento das tensões geopolíticas globais, com destaque para o risco de um novo conflito envolvendo o Irã.
O cenário internacional tornou-se ainda mais delicado diante de informações sobre movimentação de navios de guerra dos Estados Unidos em direção ao Oriente Médio, somadas à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, fatores que elevam o temor de uma escalada militar de maiores proporções.
Enquanto isso, o mercado de criptomoedas opera em queda, com o Bitcoin perdendo força justamente em um momento em que investidores buscam proteção e estabilidade.
Ouro em alta histórica reflete medo global

De acordo com o Coin360, os contratos futuros do ouro para abril de 2026 fecharam acima de US$ 5.060, confirmando o metal precioso como o principal destino de capital em tempos de incerteza. Analistas apontam que a valorização contínua do ouro é sustentada por três pilares centrais:
- Crescente instabilidade geopolítica e risco de guerra
- Medo de conflitos militares em múltiplas regiões
- Desconfiança sobre moedas fiduciárias e políticas monetárias globais
Em momentos de tensão extrema, o ouro volta a assumir protagonismo absoluto, especialmente entre bancos centrais, fundos institucionais e investidores conservadores, reforçando sua função histórica como reserva de valor.
Possível guerra no Irã amplia tensão nos mercados
O alerta global ganhou força após relatos de movimentação militar dos EUA no Oriente Médio, elevando especulações sobre um possível confronto direto envolvendo o Irã. Esse risco se soma à guerra prolongada da Rússia, que continua impactando cadeias globais de energia, alimentos e segurança.
Segundo analistas monitorados pelo Coin360, esse ambiente costuma gerar uma reação quase imediata nos mercados: fuga de ativos de risco e forte valorização de ativos defensivos, como o ouro e títulos soberanos.
Criptomoedas sofrem com aversão ao risco

Gráfico do Bitcoin hoje, Binance
O Bitcoin segue sob forte pressão vendedora e vem perdendo sucessivos níveis de suporte técnico nos últimos dias. Após não conseguir sustentar a região dos US$ 90 mil e, posteriormente, dos US$ 88 mil, a principal criptomoeda do mercado passou a ser negociada abaixo dos US$ 86 mil nesta sessão, sinalizando um enfraquecimento do movimento comprador.
Apesar da narrativa de “ouro digital”, o Bitcoin não acompanhou a disparada do metal precioso. Pelo contrário, a criptomoeda registra retração, refletindo:
- Saída de capital de ativos mais voláteis
- Busca por liquidez e proteção imediata
- Preferência por ativos tradicionais em cenários de possível conflito militar
Especialistas destacam que, em momentos de ameaça real de guerra, o mercado ainda enxerga o ouro físico como a forma mais confiável de preservação de patrimônio.
Mercado entra em modo defensivo total
O comportamento atual dos investidores indica que os mercados globais entraram em modo defensivo total. Bolsas operam com cautela, commodities energéticas apresentam forte volatilidade e o ouro segue renovando recordes, sinalizando que o medo domina o sentimento global.
Caso as tensões no Oriente Médio avancem ou se confirmem novos desdobramentos militares envolvendo o Irã, analistas não descartam novas máximas históricas para o ouro, enquanto ativos de risco — incluindo criptomoedas — podem continuar sob forte pressão.
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