Economia

Senadores dos EUA exigem investigação urgente da Meta por lucrar bilhões com anúncios de golpes, incluindo fraudes em criptomoedas no Facebook e Instagram

TF
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Senadores dos EUA exigem investigação urgente da Meta por lucrar bilhões com anúncios de golpes, incluindo fraudes em criptomoedas no Facebook e Instagram
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Em um movimento bipartidário que destaca a crescente preocupação com fraudes online, os senadores americanos Josh Hawley (republicano por Missouri) e Richard Blumenthal (democrata por Connecticut) enviaram uma carta às chefias da Comissão Federal de Comércio (FTC) e da Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio (SEC). Eles cobram uma investigação imediata sobre a Meta Platforms, controladora do Facebook e Instagram, acusando a empresa de lucrar bilhões com anúncios de golpes, especialmente fraudes em criptomoedas, jogos de azar ilegais e deepfakes pornográficos de IA.

A iniciativa surge após uma reportagem exclusiva da Reuters, publicada no início de novembro, que revelou documentos internos da Meta de final de 2024. Esses papéis indicam que a companhia esperava faturar cerca de 10% de sua receita anual – aproximadamente US$ 16 bilhões – com publicidade ilícita. Desse total, US$ 3,5 bilhões a cada seis meses vêm apenas de anúncios de “alto risco”, com destaque para golpes de criptomoedas, fraudes financeiras e esquemas de investimento falsos.

Anúncios de golpes em criptomoedas explodem no Facebook e Instagram

Golpe e fraude no facebook e instagram
Imagem Ilustrativa Gerada Por IA

Uma análise rápida da Biblioteca de Anúncios da Meta mostra propagandas claramente fraudulentas prometendo “lucros garantidos em Bitcoin”, “robôs de trading que multiplicam seu dinheiro em dias” e “airdrop oficial de novas criptomoedas” – todos esquemas clássicos de fraudes em cripto que já causaram bilhões de dólares em prejuízos globais.

Os senadores citam estimativas internas da própria Meta que apontam que Facebook e Instagram estão envolvidos em um terço de todos os golpes nos EUA. Com perdas anuais de US$ 158,3 bilhões registradas pela FTC, isso significa que as plataformas da Meta podem ser responsáveis por mais de US$ 50 bilhões em danos só no mercado americano – grande parte ligada a golpes de criptomoedas e investimentos falsos.

“Uma revisão curta da Biblioteca de Anúncios da Meta mostra anúncios claramente identificáveis para jogos de azar ilícitos, golpes de pagamento, fraudes em cripto, serviços de sexo deepfake de IA e ofertas falsas de benefícios federais”, escreveram os parlamentares.

Meta é acusada de priorizar lucro com cripto-golpes em vez de segurança

Hawley e Blumenthal afirmam que a Meta fez uma escolha deliberada: permitir que anúncios de golpes em criptomoedas e outras fraudes continuem rodando enquanto corta equipes de moderação. “Golpes tomaram conta do Facebook e Instagram à medida que a Meta reduziu drasticamente sua equipe de segurança”, destacaram.

Em resposta, a Meta alega ter reduzido em 58% as denúncias de golpes nos últimos 18 meses, mas os senadores exigem provas concretas e ações imediatas da FTC e SEC, incluindo devolução de lucros ilícitos e multas bilionárias.

Essa pressão pode impactar diretamente o Brasil, onde golpes de criptomoeda no Instagram e Facebook também crescem exponencialmente, com promessas falsas de “renda extra com trading automático” e “investimento em memecoins com retorno garantido”.

Fonte: Reuter

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Tor Field
Escrito por
Tor Field
Especialista em Criptomoedas
441 artigos · 24/11/2025

Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br — o portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas.

Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e a maioria das pessoas achava que era golpe. Eu fiquei. E nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 que eliminou 90% dos projetos, a entrada institucional de 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024.

No Coin360.com.br, lidero a produção de análises baseadas em dados reais — histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macroeconômico. Cada previsão publicada passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, exponho o raciocínio e assumo quando erro.

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