BTCR$ 327.480,00+0.60%ETHR$ 9.571,50+1.40%BNBR$ 2.909,33+1.30%XRPR$ 5,59+0.80%SOLR$ 381,12+1.50%DOGER$ 0,37+6.00%ADAR$ 0,84+1.90%AVAXR$ 34,45+8.30%

O preço do Terra Luna Classic (LUNC) praticamente dobrou em poucas horas nesta sexta-feira, impulsionado por uma cena que viralizou nas redes: o repórter da CoinDesk Ian Allison apareceu moderando um painel na Binance Blockchain Week usando uma camiseta antiga com o logo da Terra Luna. O momento, capturado em vídeo e fotos, explodiu no X e nos grupos de Telegram da comunidade, reacendendo o interesse por uma das criptomoedas mais polêmicas da história.

O gatilho foi a camiseta, mas o fogo já estava aceso

O movimento de alta já vinha se formando nos últimos dias. A Binance anunciou suporte total a um importante upgrade da rede Terra Classic e confirmou que pausaria depósitos e saques durante a atualização — sinal claro de que a maior exchange do mundo continua apostando no projeto. Ao mesmo tempo, o mecanismo de queima de tokens acelerou, retirando centenas de milhões de LUNC de circulação só nesta semana.

Quando a imagem da camiseta começou a rodar, serviu como estopim perfeito para uma onda de compras especulativas.

Do Kwon de volta aos holofotes

A alta também coincide com novas movimentações no caso judicial de Do Kwon nos Estados Unidos. O Departamento de Justiça pediu uma pena de até 12 anos de prisão, o que, paradoxalmente, parte da comunidade interpreta como o “fechamento de ciclo” que o LUNC precisava para finalmente ser tratado apenas como um ativo meme, sem o peso das acusações pendentes contra o fundador.

Por que uma simples camiseta mexeu tanto com o mercado?

O colapso da Terra em 2022 foi um dos eventos mais traumáticos do mercado cripto: bilhões de dólares evaporaram em dias, stablecoin algorítmico perdeu a paridade, e o efeito dominó derrubou várias empresas. Para muita gente, aquele logo na camiseta ainda simboliza dor, perda e excesso.

Vê-lo de volta em um palco oficial, ao lado de gigantes como Mastercard e Ripple, provocou uma reação emocional forte — uma mistura de nostalgia, ironia e FOMO (medo de ficar de fora).

Um trader resumiu bem o sentimento no X: “$LUNC subiu 100% e ganhou 150 milhões de valor de mercado… não por tecnologia nova, não por adoção, mas porque um jornalista usou uma camiseta velha. Esse mercado é isso aí.”

Memória e narrativa ainda mandam

Três anos depois do maior crash da história das altcoins, o Terra Luna Classic prova que, no mundo cripto, sentimento e história às vezes valem mais que fundamentos. Uma camiseta vintage, um upgrade apoiado pela Binance e o fim próximo do drama judicial de Do Kwon foram o suficiente para transformar um projeto dado como morto em um dos maiores pumps do dia.

O mercado cripto continua sendo, acima de tudo, uma máquina de histórias — e hoje a história escolhida foi a do retorno improvável do LUNC.

fonte: beincrypt

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

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