Conflito entre Justin Sun e WLFI
Justin Sun, criador da criptomoeda Tron (TRX), utilizou suas redes sociais neste domingo (12) para acusar a World Liberty Financial (WLFI) de congelar tokens adquiridos durante a pré-venda do projeto. Esta não é a primeira vez que Sun se pronuncia sobre a situação; em setembro de 2025, ele havia afirmado que seu endereço foi utilizado apenas para testes, sem justificativas para o bloqueio dos fundos.
Em resposta às alegações, a equipe do WLFI fez ataques pessoais a Sun e anunciou a intenção de levar a disputa para os tribunais.
Críticas à WLFI
Em um desabafo escrito em chinês, seu idioma nativo, Sun destacou sua motivação para investir no WLFI, que está ligado ao ex-presidente Donald Trump e seus filhos. Ele acreditava nos princípios de liberdade financeira e na eliminação de intermediários promovidos pela plataforma, mas sua perspectiva mudou drasticamente após o congelamento de seus tokens.
Sun acusou a WLFI de implementar de forma oculta uma "função de blacklist" no contrato inteligente do token, permitindo à empresa o poder de congelar ou confiscar os direitos de propriedade dos investidores sem aviso ou justificativa. Ele comentou que isso "contradiz os princípios de descentralização", classificando a prática como "uma armadilha disfarçada de porta".
O desenvolvedor também apontou que as votações de governança que legitimaram essas ações foram realizadas de maneira injusta e não transparente, afirmando que outros investidores enfrentaram situações semelhantes.
Resposta da WLFI
A equipe do WLFI emitiu uma nota breve repleta de críticas a Sun, questionando a credibilidade do fundador da Tron. "Alguém ainda acredita no @justinsuntron?" indagou a WLFI, que acusou Sun de se vitimizar e fazer acusações infundadas para encobrir sua própria má conduta. "Temos os contratos. Temos as provas. Temos a verdade. Nos vemos no tribunal", afirmaram.
Em sua réplica, Sun exigiu que os responsáveis pela conta do WLFI se identificassem, destacando seu papel como maior investidor do projeto.
Desempenho do WLFI
Atualmente, o token WLFI é negociado a US$ 0,08, apresentando uma queda de 74% em relação ao preço de lançamento em setembro de 2025. Além das controvérsias com Sun, o WLFI também enfrenta críticas de especialistas. O site Gizmodo comparou o projeto a práticas da falida corretora FTX, ressaltando que o WLFI utilizou seus próprios tokens como garantia para obter empréstimos em Stablecoins.
O empréstimo de US$ 75 milhões envolveria US$ 64,5 milhões em USD1 e US$ 10,3 milhões em USDC, utilizando 5 bilhões de tokens WLFI. Mais de US$ 40 milhões desse total foram transferidos para a corretora Coinbase Prime. A preocupação é que a desvalorização do WLFI possa afetar outros usuários da plataforma, levando a liquidações e dívidas incobráveis.
Desmistificando as preocupações
Em resposta às acusações, a WLFI tratou as comparações de Gizmodo como "FUD" (fear, uncertainty, doubt), argumentando que não estão próximos de uma liquidação. "Mesmo que os mercados se movessem drasticamente contra nós, simplesmente aportaríamos mais garantia. Isso não é um risco", assegurou a equipe.
Em sua defesa, a WLFI apresentou números e narrativas para justificar suas operações, afirmando que:
- Não há risco de liquidação
- Usuários estão ganhando rendimentos excepcionais em stablecoins
- Mais de US$ 65 milhões em recompra de tokens
- Proposta de governança em andamento para liberar tokens dos primeiros detentores
O desenrolar dessa disputa entre Justin Sun e a WLFI promete impactar o cenário das Criptomoedas e a confiança dos investidores em projetos de Blockchain.
