A guerra em Irã e a disputa entre Estados Unidos e China pela liderança no setor de inteligência artificial podem resultar em um aumento na impressão de dinheiro, o que beneficiaria o ecossistema das Criptomoedas e poderia levar o bitcoin a alcançar seu recorde histórico ainda este ano. A análise é de Arthur Hayes, diretor de investimentos do fundo de Investimento em criptomoedas Maelstrom.
Em uma publicação no Substack, Hayes observou que a competição entre as duas potências tem incentivado a adoção de condições financeiras mais flexíveis e maior emissão de moeda, uma vez que a tecnologia está diretamente ligada à segurança nacional. “A união da vontade política de vencer a corrida da IA e a disposição financeira de financiar o desenvolvimento por meio de dinheiro impresso e empréstimos bancários cria um ambiente perfeito para as criptomoedas“, afirmou Hayes.
Impressão de moeda crescente
Hayes destacou que haverá um aumento significativo na quantidade de moeda fiduciária em circulação, e a velocidade dessa mudança está acelerando devido ao crescimento dos investimentos em IA e na eletrificação. “A combinação de gastos militares e a mudança de foco de outros países para investimentos em infraestrutura local, em vez de títulos do Tesouro dos EUA e ações, resultará em mais impressão de dinheiro”, acrescentou.
O setor de criptomoedas já havia registrado novos recordes em 2022, com a capitalização de mercado alcançando US$ 4,28 trilhões em outubro. Contudo, o mercado enfrentou uma queda no final do ano, e analistas questionam quando ocorrerá a plena recuperação.
Expectativa de alta do Bitcoin
Hayes acredita que o conflito no Irã é inflacionário e que a situação deverá levar o Federal Reserve dos EUA a adotar uma política monetária mais branda para ajudar a financiar o conflito e impulsionar o setor de criptomoedas. “Os políticos apoiam essa impressão de dinheiro por necessidade real e percebida. Por isso, o Bitcoin, após 28 de fevereiro, está superando outros ativos de risco, como o ouro e ações de tecnologia dos EUA”, disse.
Nos últimos sete dias, o preço do Bitcoin variou entre US$ 79.467 e US$ 82.496, e, segundo dados do CoinGecko, estava em torno de US$ 81.000 na quarta-feira, com um aumento superior a 31% em relação ao mínimo de US$ 62.822 registrado em 6 de fevereiro. Em comparação, o preço do ouro subiu de US$ 4.581 para US$ 4.710, apresentando um ganho de 2% no mesmo período.
Perspectivas otimistas
“Bitcoin atingiu seu fundo no início deste ano em US$ 60.000 e, com um impulso de trilhões de dólares e yuans ainda por serem criados, retomar os US$ 126.000 é uma conclusão óbvia”, afirmou Hayes. Ele previu que a alta se intensificará, fazendo com que aqueles que duvidam do ativo se retirem à medida que o Preço do Bitcoin se tornar explosivo, especialmente após ultrapassar os US$ 90.000.
Essa expectativa de crescimento reflete um otimismo renovado em relação ao futuro do Bitcoin e das criptomoedas em geral, diante de um cenário econômico em constante mudança e de crescente incerteza global.