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A rede Bitcoin vivenciou um dos maiores reajustes de dificuldade de mineração de sua história recente, refletindo a robusta recuperação da capacidade computacional global dedicada à segurança e processamento de transações do protocolo.

De acordo com dados atualizados nesta sexta-feira, a dificuldade de mineração do Bitcoin saltou cerca de 15 %, alcançando aproximadamente 144,4 trilhões, o maior aumento percentual desde 2021.

Gráfico da dificuldade da rede Bitcoin — Fonte: mempool.space

O que isso significa?
A dificuldade de mineração é um mecanismo automático do protocolo Bitcoin que ajusta o grau de complexidade exigido para encontrar um novo bloco na blockchain. Esse ajuste ocorre a cada 2.016 blocos (aproximadamente a cada duas semanas) e é calibrado para manter o tempo médio entre blocos próximo de 10 minutos, independentemente de quantos computadores mineradores estejam ativos.

Por que houve um salto tão grande?
Após uma fase de queda no poder de mineração (hashrate), impulsionada por condições adversas como clima severo em regiões produtoras e pressões econômicas sobre operações menos eficientes, o hashrate da rede Bitcoin se recuperou fortemente. Neste período recente, passou de cerca de 826 exahashes por segundo (EH/s) para cerca de 1 zettahash por segundo (ZH/s) — um aumento substancial de recursos computacionais dedicados à rede.

Esse retorno intenso de poder de mineração significa que os blocos estavam sendo resolvidos mais rapidamente do que o protocolo estimava, acionando o mecanismo de ajuste para tornar a mineração mais difícil e manter o ritmo de tempo esperado.

🔐 Impacto na rede e nos mineradores

  • Segurança da rede: Uma maior dificuldade indica um aumento no poder computacional total, tornando a rede ainda mais segura contra ataques maliciosos.
  • Desafios para mineradores: Com dificuldade maior, minerar novos blocos exige mais energia e tempo, reduzindo a rentabilidade para operações menos eficientes, especialmente enquanto o hashprice — métrica que representa a receita estimada por unidade de poder computacional — permanece em níveis historicamente baixos.

📌 Contexto histórico:
O último grande salto de dificuldade semelhante foi registrado em 2021, em meio ao êxodo de mineradores resultante da proibição de mineração na China, que causou forte volatilidade no hashrate global

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br — o portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e a maioria das pessoas achava que era golpe. Eu fiquei. E nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 que eliminou 90% dos projetos, a entrada institucional de 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br, lidero a produção de análises baseadas em dados reais — histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macroeconômico. Cada previsão publicada passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, exponho o raciocínio e assumo quando erro. Acredito que o investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

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