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Pesquisadores sul-coreanos revelaram que hackers ligados ao regime de Pyongyang estão utilizando placas de vídeo Nvidia vetadas por sanções internacionais, incluindo a GeForce RTX 2070 e modelos superiores, para acelerar operações de roubo de criptomoedas, lavagem de dinheiro e criação de deepfakes.

De acordo com relatório exclusivo do Instituto para Estratégia de Segurança Nacional (INSS), vinculado ao Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul, a Coreia do Norte vem desenvolvendo capacidades avançadas de inteligência artificial desde o final dos anos 1990, com foco em três pilares principais:

  • Reconhecimento de padrões (inclusive facial e de voz)
  • Otimização de grandes volumes de dados
  • Processamento de linguagem natural e identificação de sotaques

Essas tecnologias, quando combinadas com GPUs de alto desempenho contrabandeadas, permitem que um número reduzido de operadores norte-coreanos realize ataques cibercriminosos em escala quase industrial.

“O uso de recursos computacionais de IA de alto desempenho pode aumentar exponencialmente o número de tentativas de ataque e o volume de criptomoedas roubadas por unidade de tempo”, alerta o documento assinado por Kim Min-jung, chefe do Centro de Estratégia de Tecnologia Avançada do INSS.

Entre os equipamentos identificados nos estudos norte-coreanos está a série GeForce RTX 2070/2080/2090 e possivelmente modelos mais recentes da linha 30 e 40, todos incluídos na lista de itens proibidos de exportação para a Coreia do Norte pelo Departamento do Tesouro dos EUA (OFAC).

Embora o país ainda não tenha acesso a modelos generativos de ponta como GPT-4 ou Claude, os pesquisadores afirmam que as capacidades atuais já são suficientes para:

  • Automatizar ataques de phishing sofisticados
  • Criar identidades falsas convincentes
  • Lavar criptomoedas roubadas em tempo real
  • Gerar material deepfake para engenharia social

A cooperação tecnológica com China e Rússia, intensificada após a invasão da Ucrânia, é apontada como o principal vetor de entrada dessas GPUs proibidas no território norte-coreano.

Em 2024, grupos norte-coreanos como Lazarus e Kimsuky foram responsáveis por pelo menos 86 grandes incidentes cibercriminosos globais, superando até mesmo a Rússia (27 casos), segundo dados da empresa de segurança sul-coreana AhnLab.

Autoridades de Seul alertam que, sem um bloqueio mais efetivo do contrabando de hardware de alto desempenho, o volume de criptomoedas roubadas pela Coreia do Norte, estimado em mais de US$ 3 bilhões desde 2017, pode dobrar nos próximos dois anos, financiando diretamente o programa de mísseis e armas nucleares do regime de Kim Jong-un.

Fonte: cryptopolitan

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.