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A Mastercard Inc e a Visa Inc estão reavaliando sua relação com a Binance Holdings enquanto ela enfrenta dificuldades regulatórias em várias partes do mundo.

Anteriormente entusiasmadas com a parceria com a Binance, essas grandes empresas de pagamento estão adotando uma abordagem mais cuidadosa agora, de acordo com informações da Bloomberg. As atividades chamaram a atenção de reguladores financeiros em diferentes países.

Polemicas da Binance

Devido a uma série de polêmicas no último ano, a plataforma e seu CEO, Changpeng “CZ” Zhao, estão enfrentando batalhas judiciais com a SEC dos EUA por supostas violações das regras de valores mobiliários e com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities por questões de permissões de acesso para usuários americanos.

Dadas essas dificuldades, a Visa decidiu parar de emitir novos cartões co-branded com a Binance na Europa a partir de julho, conforme informado por um representante.

Por outro lado, a Mastercard planeja encerrar completamente sua associação com a Binance em setembro. A decisão da Mastercard ainda não foi divulgada, e tentativas de esclarecimento com a Visa não tiveram sucesso.

Esses acontecimentos representam possíveis contratempos para os planos da Binance de se estabelecer de forma mais sólida no setor financeiro tradicional.

No início deste ano, a Binance enfrentou restrições nos sistemas bancários dos EUA e da Austrália.

Em seguida, a empresa interrompeu o serviço Binance Connect, uma iniciativa de um ano que possibilitava que empresas aceitassem criptomoedas por meio de cartões Mastercard e Visa. Seu parceiro bancário europeu provavelmente encerrará os serviços de suporte em setembro.

O Cartão Binance tinha o objetivo de incentivar o uso de criptomoedas para despesas comuns. O programa Binance Visa Card foi lançado em setembro de 2020.

Decisão da Mastercard

A decisão iminente da Mastercard afetará suas colaborações com a Binance em países como Argentina, Brasil, Colômbia e Bahrain a partir de 22 de setembro.

No entanto, de acordo com informações divulgadas pela na plataforma social X (anteriormente conhecida como Twitter), essa mudança afetará apenas uma parcela muito pequena (menos de 1%) de seus usuários na América Latina e no Oriente Médio.

Além disso, os detentores de contas da Binance em todo o mundo não serão afetados. A Mastercard assegurou que outros programas de cartão criptográfico permanecerão inalterados, garantindo tempo suficiente para que os titulares de cartões Binance gerenciem suas carteiras digitais conforme necessário.

Recentemente, a Binance optou por encerrar seu cartão de débito com suporte em criptomoedas para usuários na América Latina e no Oriente Médio, logo após o fechamento de seu serviço de pagamentos com criptomoedas, o Binance Connect.

⚠️ Aviso Importante: Este artigo é apenas informativo e não constitui recomendação ou conselho de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco. Consulte um profissional qualificado antes de investir. Leia o disclaimer completo.
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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.