Michael Saylor, fundador da Strategy, disse que o Bitcoin tem potencial de crescimento anual próximo de 30% — bem acima dos 9% a 11% que o S&P 500 entregou historicamente. Para ele, isso torna o BTC o melhor ativo de longo prazo disponível hoje.
A declaração não é só retórica. A Strategy acumula centenas de milhares de bitcoins no balanço e continua comprando. Saylor tem pele em jogo.
O argumento vai além da valorização de preço. Ele defende que os ganhos do Bitcoin podem ser convertidos em créditos com dividendos diferidos fiscalmente, gerando rendimentos maiores do que os de fundos de mercado monetário para investidores institucionais.
Saylor também prevê que fundos de crédito vão absorver, com o tempo, grande parte dos bitcoins que hoje saem das mãos dos mineradores. Menos pressão vendedora estrutural, na teoria, significa menos volatilidade e mais suporte de preço no longo prazo.
Outro ponto levantado foi a tokenização de ativos. Ele argumenta que tornar o capital mais livre e transferível pode enfraquecer o controle dos grandes bancos e acelerar a circulação de riqueza na economia global — com o Bitcoin como infraestrutura de base desse sistema.
A tese tem críticos. Analistas apontam que o Bitcoin ainda anda junto com ativos de risco em momentos de tensão — em 2022, caiu junto com o Nasdaq e o S&P 500, não na direção contrária. A promessa de descorrelação, portanto, ainda não se provou na prática.
A adoção institucional cresceu desde a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, em janeiro de 2024. Mas sustentar 30% ao ano de crescimento exigiria uma demanda constante e sem precedentes — o que ninguém pode garantir.
Esta notícia é baseada em declarações públicas de Michael Saylor. Não constitui recomendação de investimento.