O preço do ouro atingiu um novo **recorde histórico acima de US$ 4.800 por onça troy nesta quarta-feira (21 de janeiro de 2026), impulsionado por uma intensa demanda por ativos de refúgio seguro em meio ao aumento das tensões geopolíticas e incertezas globais.
Os mercados financeiros globais estão reagindo a um cenário de maior risco, com investidores buscando proteção em ativos tradicionalmente considerados seguros, como ouro e títulos, à medida que a confiança em instrumentos de risco diminui.
Por que o ouro disparou

O movimento para níveis inéditos ocorre à medida que:
- Tensões políticas e comerciais aumentam entre Donald Trump e aliados europeus, em especial devido a disputas relacionadas à Groenlândia e tarifas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano.
- A percepção de risco global aumenta, levando investidores a reduzir exposição a ativos de maior risco e buscar proteção em ativos tangíveis como ouro.
- O enfraquecimento do dólar torna o ouro mais acessível para compradores internacionais, intensificando a demanda global.
Esse fenômeno também está levando a um aumento de interesse em ETFs de ouro, contratos futuros e contratos negociados em bolsa (ETCs), à medida que gestores e investidores buscam reduzir volatilidade em suas carteiras.
Impacto no mercado cripto
A forte valorização do ouro e a busca por segurança têm impacto direto também no mercado de criptomoedas. Em cenários de estresse macroeconômico, classificações clássicas de ativos de risco mostram que o preço de ativos como Bitcoin e outras criptos pode sofrer pressão enquanto o capital migra para instrumentos defensivos.
Nos últimos dias, várias análises de mercado e discussões dentro da comunidade cripto destacaram que:
- Enquanto o ouro cumpre seu papel tradicional como reserva de valor em tempos de incerteza, ativos como Bitcoin têm demonstrado volatilidade mais alta, com movimentos de preços ligados ao sentimento de risco global.
- Investidores institucionais que consideram criptomoedas como “ouro digital” podem reavaliar posições, favorecendo temporariamente ativos físicos ou tradicionais até que a volatilidade diminua.
Essa divergência de performance entre ouro e criptomoedas reforça o debate sobre o papel de cada classe de ativo em ciclos econômicos de risco, e incentiva estratégias de diversificação que combinem metais preciosos, moedas digitais e outros instrumentos financeiros.
O que esperar nos próximos dias
Com os investidores ainda cautelosos diante de riscos globais, analistas sugerem que:
- O ouro pode continuar sua trajetória ascendente, com alguns prevendo níveis ainda mais altos em 2026, possivelmente rompendo a marca dos US$ 5.000 por onça se a demanda por proteção persistir.
- No mercado cripto, níveis de volatilidade podem permanecer elevados enquanto os investidores equilibram risco e segurança em suas carteiras.
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