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Michael Saylor, fundador e presidente-executivo da Strategy, afirmou nesta sexta-feira, 13 de junho de 2026, que a venda de Bitcoin é uma parte necessária do modelo de negócio de crédito digital da companhia, não uma contradição à sua tese de acumulação.

Segundo Saylor, a Strategy opera um ciclo em que capta recursos via instrumentos de dívida e equity, compra Bitcoin e, quando necessário, vende frações da reserva para honrar obrigações ou financiar novas operações de crédito. O movimento é estrutural, não uma saída de convicção. A empresa segue sendo a maior detentora corporativa de BTC do mundo, com posição que supera 500 mil unidades acumuladas ao longo dos últimos anos.

A declaração responde a críticas de investidores que interpretaram vendas recentes de Bitcoin pela Strategy como sinal de fraqueza ou mudança de estratégia. Saylor reforçou que liquidez e acumulação coexistem dentro do modelo, funcionando como engrenagens do mesmo mecanismo. O mercado cripto recebeu o esclarecimento sem grandes oscilações de preço no curto prazo.

A Strategy iniciou sua estratégia de reserva em Bitcoin em agosto de 2020, quando o ativo valia cerca de US$ 11 mil. Desde então, a empresa transformou o modelo de tesouraria corporativa em BTC num produto financeiro próprio, captando bilhões em debêntures conversíveis e ações preferenciais lastreadas indiretamente na valorização do ativo.

Para o investidor brasileiro: a clareza sobre o modelo da Strategy reduz ruídos em torno de possíveis liquidações forçadas, o que tende a aliviar pressão vendedora institucional sobre o Bitcoin. Quem deseja entender como comprar criptomoedas no Brasil pode avaliar o impacto desse movimento no preço local.

Aviso: Este artigo e informativo e nao constitui recomendacao de investimento.

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

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