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A senadora Cynthia Lummis, do estado de Wyoming, que anunciou sua saída do Senado em 2027, retomou a defesa de uma exclusão fiscal para pequenas transações em Criptomoedas, enquanto o Senado discute um projeto de lei sobre a estrutura do mercado de ativos digitais. Em entrevista à CNBC, Lummis revelou que as comissões de Finanças do Senado e de Ways and Means da Câmara avaliam uma isenção de até US$ 300 para transações com criptomoedas, permitindo que os usuários utilizem o Bitcoin (BTC) para pagamentos sem a incidência de impostos sobre ganhos de capital.

Proposta de isenção fiscal

A iniciativa da senadora surgiu após a apresentação, em julho de 2025, de um projeto de lei que prevê a isenção fiscal para transações em criptomoedas inferiores a US$ 300, com um limite anual de US$ 5 mil. Segundo Lummis, o objetivo é estabelecer critérios claros para determinar quando a venda de Bitcoin deve ser tributada e quando pode ser usada como meio de pagamento, de forma semelhante ao dólar americano.

Lummis, que integra a Comissão Bancária do Senado, destacou que seus colegas democratas ainda não apoiam o projeto de lei que Visa regulamentar o mercado de criptoativos, aprovado pela Câmara em julho de 2025 sob o nome CLARITY Act. A votação no Senado está paralisada desde que o presidente da comissão, o senador Tim Scott, da Carolina do Sul, adiou indefinidamente a análise da proposta. A decisão veio após declarações do CEO da Coinbase, Brian Armstrong, que afirmou que a exchange não poderia apoiar o texto como está, devido a questões relacionadas a ações tokenizadas.

Impasse no Senado

O projeto enfrenta resistência em diversos pontos, incluindo a regulamentação de ações tokenizadas, as responsabilidades atribuídas aos órgãos reguladores financeiros dos EUA, preocupações éticas sobre possíveis conflitos de interesse e o rendimento oferecido por Stablecoins. Esses fatores têm dificultado o avanço da legislação no Senado.

Na última semana, o ex-presidente Donald Trump entrou na discussão ao usar as redes sociais para pressionar os grupos bancários a fecharem um acordo favorável com a indústria de criptomoedas. Trump afirmou que os bancos não deveriam manter o CLARITY Act “refém” de interesses próprios, reforçando a necessidade de um avanço na regulamentação do setor. Até o momento, a Comissão Bancária do Senado ainda não reagendou a análise do projeto.

Cynthia Lummis tem sido uma das principais defensoras da regulamentação do mercado de criptoativos no Congresso, mas sua decisão de não disputar a reeleição coloca um limite temporal para sua atuação no Senado, que termina em janeiro de 2027. O debate sobre a estrutura regulatória do mercado digital permanece em aberto, com impacto direto no futuro das criptomoedas nos Estados Unidos.

⚠️ Aviso Importante: Este artigo é apenas informativo e não constitui recomendação ou conselho de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco. Consulte um profissional qualificado antes de investir. Leia o disclaimer completo.
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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.