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A Strategy, maior empresa de tesouraria de Bitcoin do mundo, anunciou nesta segunda-feira (2) a aquisição de 3.015 novos bitcoins, totalizando um investimento de aproximadamente US$ 204,1 milhões, equivalentes a cerca de R$ 1,06 bilhão. Essa compra supera o volume de reservas da Capital B, que ocupa a 28ª posição entre as empresas públicas com maior quantidade de bitcoins em caixa, evidenciando a força de Michael Saylor e sua habilidade em captar recursos.

Aquisições e movimentações recentes

A Strategy iniciou suas compras de Bitcoin em agosto de 2020 e, desde então, acumulou um total de 720.737 bitcoins. A recente aquisição de 3.015 unidades ocorreu em meio à queda do mercado, com um preço médio de cerca de US$ 67.700 por Bitcoin. Em comunicado, a empresa informou que mantém esses ativos adquiridos por aproximadamente US$ 54,77 bilhões, com um preço médio de US$ 75.985 por unidade.

Documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) revelam que a Strategy levantou US$ 229,9 milhões por meio da venda de ações ordinárias (MSTR) e mais US$ 7,1 milhões com ações preferenciais (STRC) para financiar essa compra.

No Brasil, a OranjeBTC também realizou sua primeira compra de Bitcoin em 2026. A empresa adquiriu 0,7 bitcoin por cerca de US$ 47 mil, a um preço médio de aproximadamente US$ 67.438 por unidade. Antes dessa movimentação, a OranjeBTC vinha recomprando ações, já que seu mNAV — indicador que mede a diferença entre o valor da empresa e o valor dos bitcoins em caixa — estava abaixo de 1. Atualmente, a companhia detém 3.723 bitcoins, adquiridos por cerca de US$ 392,34 milhões, com preço médio de US$ 105.382 por bitcoin. Segundo dados da BitcoinTreasuries, a OranjeBTC ocupa a 25ª posição entre as empresas públicas com maiores reservas de bitcoins.

Outra empresa que registrou mudanças em suas reservas foi a Trump Media & Technology Group (TMTG), do ex-presidente Donald Trump. A companhia reduziu seus holdings de 11.542 para 9.542 bitcoins, mas não realizou venda desses ativos. Em vez disso, utilizou 2.000 bitcoins para realizar uma operação de hedge do tipo collar, protegendo-se contra uma possível queda acentuada no valor do Bitcoin. A TMTG informou que firmou contratos de hedge sobre 4.000 bitcoins durante o ano encerrado em 31 de dezembro de 2025, entregando 2.000 bitcoins como garantia para a contraparte.

Estratégias diversificadas no mercado

Essas movimentações refletem diferentes estratégias adotadas por empresas que buscam maximizar seus ganhos e proteger seus investimentos em Bitcoin, seja por meio da ampliação das reservas, recompra de ações ou operações de hedge para mitigar riscos diante da volatilidade do mercado.

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

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