O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao The New York Times que já tomou sua decisão sobre quem será o próximo presidente do Federal Reserve, o banco central americano, mas ainda não revelou oficialmente o nome do indicado. A declaração ocorre em um contexto de forte pressão política e econômica sobre o banco, que tem influência direta sobre taxas de juros, inflação e mercados financeiros globais.
Decisão Interna, Divulgação Imminente
Segundo Trump, a decisão já está definida “na minha mente”, porém nenhuma nomeação formal foi anunciada ou comunicada a potenciais candidatos. A demora em divulgar o nome oficial alimenta especulações intensas no mercado financeiro e entre especialistas em política monetária, que aguardam o anúncio possivelmente ainda neste mês de janeiro de 2026.
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Candidatos na Disputa
Apesar da ausência de confirmação oficial, as fontes mais próximas ao processo indicam que a lista de potenciais sucessores do atual presidente do Fed, Jerome Powell — cujo mandato termina em maio de 2026 — inclui economistas e líderes econômicos influentes, como:
- Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional e conselheiro de longa data de Trump — considerado um dos favoritos a assumir o cargo devido à sua linha mais favorável a cortes de juros.

- Kevin Warsh, ex-governador do Fed com forte experiência no banco central.
- Christopher Waller, membro atual do Conselho do Fed e outro nome mencionado nas discussões.
- Rick Rieder, diretor de renda fixa da BlackRock, que ainda não foi entrevistado segundo autoridades do Tesouro, mas permanece entre os finalistas.
Analistas de mercado destacam que a disputa entre Hassett e Warsh tem sido especialmente acirrada, com plataformas de previsão de apostas refletindo quase empate entre ambos como provável escolha final de Trump.
Pressão por Cortes de Juros e Independência do Fed
A nomeação do novo presidente do Federal Reserve ocorre em meio a uma pressão constante de Trump para reduções nas taxas de juros, com o objetivo de estimular o crescimento econômico e aliviar custos de crédito para empresas e consumidores. Durante sua administração, Trump tem defendido publicamente que o Fed adote uma postura mais “dovish” (favorável a juros mais baixos), em contraste com a política cautelosa da atual liderança sob Powell.
Essa insistência em mudanças na política monetária reacende um debate complexo sobre a independência do banco central — princípio tradicional que busca manter decisões sobre juros e estabilidade econômica isoladas de influências políticas diretas.
Mercados Reagem à Especulação
Investidores e mercados globais já começaram a precificar expectativas pela nomeação, refletindo nas taxas de títulos e nas ações de bancos e instituições financeiras. A perspectiva de uma liderança do Fed mais inclinada a cortar juros tende a aumentar a liquidez nos mercados, afetando desde o mercado de capitais até o setor imobiliário.
Próximos Passos
Fontes oficiais do Tesouro americano indicam que as entrevistas com candidatos já foram concluídas, com exceção de alguns finalistas que ainda aguardam conversa com o presidente Trump. A expectativa é que a nomeação formal seja feita antes ou logo após a participação de Trump no Fórum Econômico Mundial em Davos, entre 19 e 23 de janeiro de 2026.
Após o anúncio, o nome escolhido ainda terá que ser confirmado pelo Senado norte-americano, um passo que pode enfrentar debates acalorados dependendo da postura política e econômica dos candidatos.
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