BTCR$ 324.951,00+0.90%ETHR$ 9.507,71+0.40%BNBR$ 3.018,83+1.30%XRPR$ 5,51+0.20%SOLR$ 373,97+0.60%DOGER$ 0,36+0.00%ADAR$ 0,98+2.70%AVAXR$ 33,251.50%

O Bitcoin (BTC) iniciou a primeira semana completa de agosto perto de US$ 63 mil, enquanto investidores avaliam a intervenção coordenada de Estados Unidos e Japão no mercado de câmbio, os próximos dados de emprego norte-americanos e os efeitos do ataque à carteira Coldcard. A combinação desses fatores pode ampliar a volatilidade dos criptoativos e de outros mercados de risco.

Intervenção no iene:

Washington participou na semana passada de uma operação para sustentar a moeda japonesa, após o par USD/JPY chegar perto de 164. Foi a primeira intervenção cambial coordenada entre os dois países desde 2011 e a primeira ação conjunta especificamente em apoio ao iene desde 1998, segundo análise da QCP Capital.

O Federal Reserve de Nova York atuou como agente fiscal do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, e não como resultado de uma decisão independente de política monetária do Federal Reserve. A distinção mostra como instituições externas ao Comitê Federal de Mercado Aberto também podem afetar moedas, liquidez e condições financeiras.

Uma das preocupações era evitar que o Japão vendesse grandes volumes de títulos do Tesouro norte-americano para obter dólares. A operação utilizou a linha de recompra para Autoridades Monetárias Estrangeiras e Internacionais, conhecida como FIMA, que oferece liquidez em dólar a determinados bancos centrais sem exigir a venda desses papéis.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os Estados Unidos mantêm contato com o Ministério das Finanças e o Banco do Japão e poderão participar de novas ações conjuntas. Ele também defendeu a ampliação da estrutura FIMA nos próximos meses.

Emprego pode mexer com o Bitcoin:

O relatório de empregos não agrícolas dos Estados Unidos, previsto para quinta-feira, será a principal referência macroeconômica da semana. Em junho, foram criadas 57 mil vagas, abaixo das 114 mil esperadas. Os dois meses anteriores sofreram revisão conjunta para baixo de 74 mil postos.

A Continuum Economics projeta recuperação em julho, mas também espera aumento do desemprego:

  • Novas vagas: 120 mil no total e 110 mil no setor privado;
  • Desemprego: alta de 4,2% para 4,3%;
  • Salário médio por hora: avanço de 0,3%.

Um mercado de trabalho mais fraco tende a elevar a pressão para que o Federal Reserve adote uma postura menos rígida sobre os juros, contexto que costuma favorecer ativos de risco. O Bitcoin avançou após a divulgação dos números de junho.

Petróleo e bolsas:

O WTI e o Brent recuaram mais de 8% na segunda-feira depois que o presidente Donald Trump anunciou o adiamento de novos ataques ao território iraniano diante da possibilidade de um acordo. Entre as condições citadas estavam a abertura completa do Estreito de Ormuz e o encerramento da ameaça nuclear atribuída ao Irã.

Nas bolsas, a sazonalidade entre agosto e outubro adiciona cautela antes das eleições legislativas dos Estados Unidos. O S&P 500 encerrou julho com queda de 0,8%, enquanto o Nasdaq Composite perdeu 3,2%, seu pior desempenho para o mês desde 2006.

Resultados abaixo das expectativas e receios sobre obrigações de dívida também provocaram uma perda de US$ 620 bilhões em valor de mercado em dois dias. Ao mesmo tempo, a previsão combinada de investimentos de Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta para 2026 caminha para US$ 730 bilhões.

Para o analista Benjamin Cowen, o retorno acumulado do Bitcoin continua próximo da média observada em anos anteriores de eleições legislativas, embora ligeiramente acima desse padrão histórico.

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

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