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Usuários da Coldcard receberam um novo alerta nesta segunda-feira após a identificação de uma possível quarta onda de ataques contra carteiras físicas de Bitcoin. Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy, detectou 218 transações que movimentaram cerca de 388,9 BTC de 462 endereços potencialmente afetados.

A atividade ocorreu poucos dias depois da primeira onda, registrada na quinta-feira. Segundo Thorn, o padrão das transações corresponde ao formato dos UTXOs vulneráveis associados à Coldcard, o que eleva a confiança de que as movimentações estejam ligadas a novos casos de roubo.

Escala das movimentações:

  • Transações identificadas: 218;
  • Endereços potencialmente afetados: 462;
  • Volume movimentado: aproximadamente 388,9 BTC;
  • Ritmo médio: 13,8 varreduras por bloco, cerca de 45 vezes acima da janela de controle anterior ao incidente.

Em vez de concentrar os bitcoins em uma única carteira de coleta, a maior parte das transferências criou um endereço de destino diferente para cada possível vítima. Parte dos recursos já foi encaminhada para endereços de segunda etapa, o que dificulta o acompanhamento imediato do fluxo.

Janela para tentar proteger os fundos:

Transações com características semelhantes ainda aguardam confirmação na mempool do Bitcoin. Usuários afetados que mantenham o controle das chaves podem tentar transmitir uma operação conflitante, com taxa mais alta, direcionando os ativos para uma carteira segura antes da confirmação da transferência atribuída ao invasor.

Essa possibilidade depende de a nova transação ser aceita e confirmada primeiro. A janela tende a ser curta, especialmente quando a rede processa rapidamente a operação já enviada.

Os ataques foram relacionados à descoberta de uma falha de firmware da Coldcard que havia passado despercebida. O problema fez determinados dispositivos gerarem sementes de carteira com menos entropia do que o previsto, reduzindo a imprevisibilidade necessária para proteger as chaves.

As estimativas mais recentes apontam que mais de 1.100 carteiras foram afetadas e que o total subtraído chegou a US$ 90 milhões em Bitcoin. A geração segura da seed é uma etapa central na proteção de uma carteira física, pois combinações menos aleatórias podem facilitar a descoberta das credenciais por terceiros.

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

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