O Bitcoin (BTC) registrou um aumento de 3,5% nesta semana, alcançando a marca de R$ 81.325 na terça-feira, o seu nível mais elevado desde janeiro. A crescente valorização levanta questionamentos sobre se este movimento é apenas um “rali de mercado em baixa” ou se o bitcoin já encontrou seu fundo para retomar o que alguns traders chamam de “superciclo”.
Perspectivas de valorização
- A expectativa é que o Bitcoin possa subir para R$ 180.000 a R$ 200.000, impulsionado pela acumulação institucional, que pode contrabalançar a pressão do mercado em baixa.
- A pressão de venda continua forte na faixa de R$ 80.000 a R$ 82.000.
O atual rebote do Bitcoin representa uma alta de 35,70% em relação ao seu mínimo de fevereiro, que foi de R$ 59.930. No entanto, o BTC ainda está cerca de 36% abaixo do recorde histórico de R$ 126.200, alcançado em outubro de 2025, o que gera debates entre traders, com alguns analistas prevendo a possibilidade de novos máximos históricos ainda este ano.
De acordo com o analista PlanC, o Bitcoin não está em um ciclo típico de alta e baixa, mas sim em sua primeira fase de “superciclo”. Em uma postagem recente, ele projetou que o valor da criptomoeda poderá ultrapassar R$ 250.000 até 2027–2028, partindo do mínimo de R$ 16.000 registrado em novembro de 2022.
Ciclos de valorização
PlanC divide o ciclo atual em três fases:
- Rali inicial até R$ 126.000 (já atingido).
- Correção intermediária em direção a R$ 60.000 (também concluída).
- Fase de expansão final com o objetivo de novos máximos acima de R$ 250.000.
Ele destaca que a recente queda de cerca de 50% se assemelha a correções anteriores, como as de 2020 e 2021, e não às quedas mais acentuadas de 70% a 90% observadas em 2014, 2018 e 2022. Neste momento, a demanda institucional está absorvendo mais de 500% do novo fornecimento diário de BTC, suavizando as correções bruscas.
Importância do suporte
A tese do superciclo depende da manutenção do Bitcoin acima do piso de R$ 60.000. Uma queda abaixo desse nível poderia invalidar essa teoria e reabrir a possibilidade de um prolongado período de baixa. O analista Pentoshi comentou que, uma vez que o BTC ultrapasse os R$ 80.000, as chances de novos altos são consideráveis, apontando para a pressão de oferta.
Pentoshi também afirmou:
“Em termos de probabilidades, acredito que o fundo já foi alcançado e poderíamos ver o BTC atingir até R$ 180.000 entre este ano e o próximo.”
A última recuperação do Bitcoin reforça a ideia de que a correção iniciada em janeiro de 2025 chegou ao fim, segundo a análise de ondas de Elliott do trader Decode. O gráfico indica que o BTC pode ter completado uma correção em três partes, com a onda final “C” se estabilizando em torno de R$ 60.000. Isso normalmente marca o fim de uma fase corretiva e pode preceder uma nova alta em cinco ondas.
Desafios à vista
O Bitcoin está enfrentando uma resistência significativa na faixa de R$ 80.000 a R$ 82.000, o que aumenta o risco de uma correção de curto prazo. Atualmente, o BTC testa a confluência de sua média móvel exponencial de 200 dias e a parte superior de um canal de bandeira de baixa.
Caso o Bitcoin não consiga romper essa resistência, pode haver uma retração até a linha inferior do canal, situada entre R$ 70.000 e R$ 72.000. Se o preço cair abaixo dessa linha, existe o risco de que o valor do BTC desça para a faixa de R$ 50.000.
Historicamente, a média móvel de 200 dias atuou como uma forte resistência em ralis de baixa do Bitcoin, especialmente nos anos de 2018 e 2022. Em ambos os casos, os preços caíram em média 40% após testar essa média durante o mercado em baixa.
A situação atual exige cautela, pois o Bitcoin pode enfrentar desafios significativos em sua trajetória de recuperação.
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