Elon Musk, proprietário da rede social (Twitter), está se preparando para lançar um serviço de streaming de vídeo destinado a smart TVs, entrando em competição direta com o YouTube. A iniciativa, que tem lançamento previsto para a próxima semana, será disponibilizada para usuários de smart TVs da Amazon e Samsung, conforme reportado pela revista “Fortune”.
Com este movimento, Musk visa expandir a presença do X no segmento de streaming de vídeo, tornando a plataforma mais atraente para influenciadores e anunciantes. Ele está motivando os usuários a consumirem “vídeos mais longos em telas maiores” e incentivou os criadores de conteúdo a transferirem seus vídeos para o X, prometendo melhores oportunidades de monetização através de anúncios.
A questão que se impõe é: Elon Musk estaria tentando replicar o YouTube?
A nova plataforma promete ser “idêntica” ao aplicativo de TV do YouTube, concorrente que Musk aspira ultrapassar. Esse plano vem em um momento de declínio no número de usuários e anunciantes do X. De acordo com a Edison Research, houve uma redução de 30% na utilização da plataforma nos Estados Unidos no último ano.
Quanto à publicidade, Musk também encontrou obstáculos, enfrentando a retirada de anunciantes da plataforma após endossar uma teoria da conspiração de cunho antissemita. Ao se desculpar, ele acusou as marcas de “chantagem”, adotando a postura de “não anuncie”.
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Desde a aquisição do X por Musk, em outubro de 2022, o valor da plataforma sofreu uma significativa depreciação. A Fidelity, investidora de US$ 300 milhões na compra, relatou que, até novembro de 2023, o valor do X havia caído para 71,5% menos do que os US$ 44 bilhões desembolsados por Musk.
Controvérsias e mudanças no X
Desde a aquisição do Twitter em outubro de 2022, Elon Musk realizou várias mudanças na plataforma, algumas delas gerando controvérsia. Entre as primeiras ações, destacam-se a demissão do CEO Parag Agrawal e outros altos executivos.
Musk então desfez o conselho administrativo, assumindo o papel de único diretor. Ele também reduziu o quadro de funcionários em cerca de 3.700 pessoas, cortando aproximadamente 30% da força de trabalho.
Inovações e ênfase na liberdade de expressão
Musk trouxe inovações para a plataforma, incluindo a introdução do botão de edição de tweets e a verificação em duas etapas via SMS paga. Além disso, reativou contas que haviam sido previamente banidas, como a do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Musk se declara um defensor da liberdade de expressão, sustentando que o X deve ser um fórum para o debate aberto, mesmo que envolva ideias polêmicas.
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