O G7 incluiu o roubo de criptomoedas pela Coreia do Norte entre suas principais preocupações geopolíticas em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 17 de junho. O grupo, formado por EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão, afirmou que é necessário enfrentar conjuntamente os crimes cibernéticos do regime de Pyongyang.
Autoridades americanas sustentam há anos que hackers norte-coreanos roubam Bitcoin e outras criptomoedas para financiar o programa nuclear do país. Os ataques atingiram US$ 2 bilhões em 2025, segundo dados da Chainalysis, volume recorde e crescente ano após ano. O G7 também reafirmou seu compromisso com a desnuclearização completa da Coreia do Norte.
A irmã de Kim Jong-un, Kim Yo Jong, reagiu ao comunicado afirmando que qualquer tentativa de intervenção internacional nos programas nucleares seria um convite ao desastre. Segundo ela, a desnuclearização é, nas suas palavras, a linha sem retorno que jamais pode ser cruzada.
O comunicado do G7 abordou ainda outros temas geopolíticos, incluindo a segurança de Taiwan, Líbano e Ucrânia. O grupo também saudou o acordo recente entre EUA e Irã, que reabriu o Estreito de Ormuz ao livre trânsito comercial, e garantiu que o Irã nunca obterá uma arma nuclear.
A regulamentação e o combate a crimes no setor cripto ganham peso crescente nas agendas de governos do G7 à medida que o volume de ativos digitais roubados por agentes estatais acelera. Investidores que utilizam melhores corretoras com padrões robustos de segurança reduzem a exposição a riscos associados a exchanges menores e menos regulamentadas.
Aviso: Este artigo é informativo e não constitui recomendação de investimento.




