BTCR$ 320.168,001.10%ETHR$ 9.484,640.70%BNBR$ 2.936,732.30%XRPR$ 5,400.70%SOLR$ 370,300.80%DOGER$ 0,36+0.50%ADAR$ 0,89+2.70%AVAXR$ 32,251.50%

Um estudo do Banco da Itália concluiu que as remessas internacionais com stablecoins não apresentam vantagem consistente de custo ou velocidade sobre os canais tradicionais. A análise mostrou que a conversão entre moedas fiduciárias e a infraestrutura local de pagamentos pesam mais no resultado do que as taxas cobradas pelas redes blockchain.

Os pesquisadores realizaram 200 transferências em USDC por dez corredores bidirecionais, conectando a Itália a Brasil, Argentina, Japão, Emirados Árabes Unidos e África do Sul. Custos totais e prazos de liquidação foram comparados aos de serviços convencionais de remessas.

Principais resultados:

  • Custos: variaram de 0,3% a quase 9%, conforme o corredor de pagamento.
  • Velocidade: as operações levaram menos de 20 minutos em locais com sistemas de pagamento instantâneo.
  • Infraestrutura limitada: onde esses sistemas não estavam disponíveis, a conclusão exigiu de um a dois dias úteis.
  • Blockchain: as tarifas das redes representaram apenas uma pequena parcela do custo final.

Ao usar como referência o custo médio global de remessas de 6,65% informado pelo Banco Mundial, o levantamento verificou que o modelo com stablecoins foi mais barato na maioria dos corredores avaliados. A comparação direta com a Wise, porém, apresentou um quadro diferente: o USDC teve menor custo em apenas três de sete rotas comparáveis.

Conversão para moeda local:

Taxas cambiais e despesas para entrar e sair do setor cripto concentraram a maior parte dos gastos. Na prática, uma tarifa baixa na blockchain não assegura uma transferência econômica quando o usuário ainda precisa comprar USDC e, no destino, convertê-lo novamente em moeda fiduciária.

O estudo indica que investimentos em sistemas domésticos de pagamento instantâneo podem elevar a competitividade das remessas com stablecoins. Os prazos observados dependeram diretamente da qualidade dos meios locais usados nas etapas anteriores e posteriores à transação em blockchain.

Segundo os autores, ganhos mais expressivos podem surgir caso as stablecoins passem a ser aceitas sem a necessidade de conversão final para dinheiro convencional. Essa possibilidade reduziria uma das etapas que atualmente concentram custos e atrasos.

Regulação e mercado:

O desenho regulatório também influenciou a eficiência das operações. A pesquisa sustenta que proibições não eliminaram totalmente a demanda por stablecoins, mas direcionaram parte dos usuários a plataformas no exterior e canais não regulados. Regras excessivamente restritivas, por sua vez, ampliaram a complexidade operacional para clientes de varejo.

As conclusões aparecem em um contexto no qual a União Europeia implementou o regulamento Markets in Crypto-Assets (MiCA), enquanto os Estados Unidos aprovaram o GENIUS Act para disciplinar stablecoins de pagamento. O mercado desses ativos soma cerca de US$ 307 bilhões, com crescimento aproximado de 16% no período de um ano, conforme dados da DefiLlama.

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

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