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Golpes românticos com criptomoedas causaram perdas conjuntas de US$ 9 milhões em Hong Kong entre 24 e 30 de julho. A polícia local recebeu 25 denúncias no período, incluindo o caso de uma agente de seguros que perdeu US$ 3,3 milhões após seguir orientações de um falso namorado conhecido pela internet.

O método costuma começar em aplicativos de relacionamento ou mensagens. Os criminosos passam semanas ou meses construindo uma relação de confiança e, depois, apresentam uma suposta oportunidade de investimento em ativos digitais.

As vítimas são encaminhadas a plataformas que imitam serviços legítimos de negociação. Os sites exibem lucros inexistentes para estimular novos depósitos. A fraude geralmente fica evidente quando o investidor tenta retirar o dinheiro e não consegue.

Outros casos em Hong Kong:

  • A HashKey Exchange recebeu autorização do JPMorgan Chase para abrir uma conta destinada a recursos de clientes.
  • O esquema Fun Coffee, ligado ao Vietnã, entrou em colapso após prometer retornos anuais de até 222%. Autoridades classificaram a operação como fraude com moeda virtual.

Evento na Malásia:

o governo retirou seu apoio à Malaysia Blockchain Week após a divulgação de uma festa paralela com a DJ e atriz Siew Pui Yi. A influenciadora, que soma 22 milhões de seguidores no Instagram, deixou o OnlyFans em 2022.

Após críticas nas redes sociais, os organizadores pediram desculpas ao Ministério Digital e à Malaysia Digital Economy Corporation. A apresentação foi cancelada e as referências à atração, removidas do site do evento.

Fraudes e investigações na China:

criminosos se passaram pelo jornal China Business Journal para exigir pagamentos em Bitcoin de empresas. Eles alegavam possuir informações negativas obtidas em investigações secretas e ameaçavam publicá-las caso não recebessem os valores.

Pesquisadores da academia nacional de polícia chinesa afirmam ter desenvolvido um sistema de inteligência artificial capaz de identificar transações ilegais com criptomoedas com precisão próxima de 90%. As autoridades também detiveram 16 pessoas por lavagem de dinheiro ligada a fraudes de telecomunicações.

FalconX reduz operação:

a corretora institucional demitiu 10% de sua equipe global diante da expectativa de uma retração prolongada no mercado cripto. A empresa tinha cerca de 350 funcionários nos Estados Unidos, Reino Unido, Singapura e Hong Kong antes dos cortes.

A FalconX pretende retirar seu pedido de licença junto à Autoridade Monetária de Singapura e concentrar a estratégia local na negociação de derivativos. A companhia planeja manter presença na Ásia e ampliar os negócios europeus. A HashKey Holdings, por sua vez, assinou um acordo para uma possível aquisição da APEX, uma das três empresas de Singapura licenciadas para atuar tanto como corretora quanto como exchange.

Regulação na Coreia do Sul:

a Comissão de Serviços Financeiros planeja elaborar uma Lei Básica Consolidada de Ativos Digitais com o Partido Democrático. O texto deve abranger stablecoins, regras empresariais, entrada de exchanges, divulgação de informações, controles internos e resiliência de sistemas.

  • Tributação: o governo mantém a previsão de vigência das mudanças em 1º de janeiro de 2027, após três adiamentos.
  • Bithumb: pretende solicitar análise preliminar para listagem em 2027 e concluir uma oferta pública inicial em 2028.
  • Stablecoins: as saídas para exchanges estrangeiras atingiram 560,3 bilhões de won, ou US$ 367 milhões, em junho.
  • Investigação: a polícia criou uma unidade de 41 integrantes para rastrear criptomoedas relacionadas ao tráfico de drogas em grupos do Telegram.

Japão:

a Bitget suspendeu novos cadastros de residentes e iniciará restrições às contas em 1º de novembro. Posições ainda abertas em 31 de dezembro serão encerradas compulsoriamente. Já a desenvolvedora Gumi lançará um fundo de criptoativos de US$ 18,3 milhões, voltado principalmente a Bitcoin e grandes altcoins.

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Com informações de cointelegraph.com.

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.

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