Notícias

Venezuelanos e Argentinos Dependem Fortemente de Criptomoedas

Geraldo Manuel
julho 06, 2024

Venezuelanos e Argentinos Dependem Fortemente de Criptomoedas em Meio à Crise Econômica

As crises econômicas na Venezuela e na Argentina levaram muitos cidadãos a buscar refúgio nas criptomoedas. Enfrentando inflação descontrolada e moedas locais instáveis, esses países estão recorrendo cada vez mais às criptomoedas para preservar suas economias e realizar transações diárias.

Adoção de Criptomoedas na América Latina

De acordo com a Chainalysis, a América Latina possui a sétima maior criptoeconomia do mundo, superando apenas a África Subsaariana. Apesar de sua economia ser menor em comparação a outras regiões, a adoção de criptomoedas é notavelmente forte. Brasil, Argentina e México estão entre os 20 principais países no Índice Global de Adoção de Criptomoedas. A Argentina, em particular, enfrenta uma desvalorização severa da moeda há mais de três anos, e seu presidente, Javier Milei, já demonstrou interesse em usar criptomoedas para estabilizar a economia.

A Revolução Criptográfica na Venezuela

A crise econômica na Venezuela sob o governo de Nicolás Maduro resultou em hiperinflação e no colapso do Bolívar. Segundo a Chainalysis, 92,5% de toda a atividade cripto venezuelana ocorre em exchanges centralizadas. Leopoldo López, líder da oposição venezuelana, destacou como as criptomoedas ajudaram muitos venezuelanos a preservar suas economias. A Venezuela experimentou uma das piores hiperinflações da história, ultrapassando 1 milhão por cento. As stablecoins têm sido uma proteção crucial contra essa desvalorização. Além disso, durante a pandemia, o governo interino usou criptomoedas para pagar médicos e enfermeiros, oferecendo uma solução alternativa devido ao controle de Maduro sobre o sistema bancário.

Dependência da Argentina em Criptomoedas

A Argentina enfrenta desafios econômicos há décadas, com o peso desvalorizando 51,6%. No entanto, o país lidera a América Latina em volume bruto de transações de criptomoedas, estimado em US$ 85,4 bilhões. Argentinos, assim como venezuelanos, utilizam stablecoins para proteger suas economias da desvalorização. Frequentemente, eles convertem seus salários em USDT ou USDC para manter o poder de compra. À medida que o peso perde valor, as compras de criptomoedas aumentam, especialmente quando a inflação ultrapassa 100% pela primeira vez em três décadas.

Envolvimento do Brasil e México com Criptomoedas

Brasileiros e mexicanos também têm mostrado grande interesse em criptomoedas. A Chainalysis relata que o Brasil tem um forte envolvimento com finanças descentralizadas, embora as transferências de tamanho institucional tenham diminuído, afetando a atividade geral. No entanto, o volume de transações profissionais e de varejo no Brasil permaneceu estável. A demanda por stablecoins no Brasil é menor em comparação à Argentina e à Venezuela. Os brasileiros preferem Bitcoin e altcoins para investimentos de longo prazo e negociação, enquanto argentinos e venezuelanos optam por stablecoins devido à desvalorização de suas moedas.

Adoção Institucional e Criptomoedas

Apesar das diferentes opiniões sobre a importância dos investimentos institucionais no sucesso das criptomoedas, a situação na Venezuela e na Argentina destaca uma questão fundamental: qual é a verdadeira medida do sucesso no espaço cripto? Será a adoção institucional ou a força e resiliência de uma comunidade descentralizada e engajada?

Síntese..

As crises econômicas na Venezuela e na Argentina demonstram a importância crescente das criptomoedas como um meio de preservar valor e realizar transações diárias. A adoção de criptomoedas nesses países não é apenas uma tendência, mas uma necessidade imposta pela instabilidade econômica. Com uma adoção crescente e uma comunidade dedicada, as criptomoedas continuarão a desempenhar um papel crucial na economia global, especialmente em países enfrentando desafios econômicos significativos.

A situação na América Latina mostra que, apesar dos desafios, as criptomoedas oferecem uma alternativa viável para aqueles que buscam estabilidade financeira em meio a crises econômicas. Com a contínua evolução do mercado cripto, espera-se que mais países e indivíduos explorem e adotem essas tecnologias inovadoras.

Veja Também:

Acompanhe nossa página no youtube

⚠️ Aviso Importante: Este artigo é apenas informativo e não constitui recomendação ou conselho de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco. Consulte um profissional qualificado antes de investir. Leia o disclaimer completo.

Geraldo Manuel

Escritor e especialista em geopolítica, Geraldo Manoel acompanha o mercado de criptomoedas desde 2018. Com experiência na análise de cenários globais e seus impactos no setor cripto, escreve para o Coin360 desde 2023, trazendo conteúdos voltados à compreensão estratégica do mercado e suas movimentações.
AVISO LEGAL: Todo o conteúdo deste site é apenas informativo e não constitui recomendação ou conselho de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco com possibilidade de perda total do capital. Consulte sempre um profissional qualificado (CVM/CFP®) antes de investir. Leia o disclaimer completo aqui.
solana
Solana (SOL) 599.81 6.51%
bitcoin
Bitcoin (BTC) 428,385.52 6.47%
ethereum
Ethereum (ETH) 14,159.33 7.73%
tether
Tether (USDT) 5.19 0.02%
bnb
BNB (BNB) 4,364.17 7.02%
dogecoin
Dogecoin (DOGE) 0.591492 6.53%
cardano
Cardano (ADA) 1.67 7.90%
bitcoin-cash
Bitcoin Cash (BCH) 2,842.34 6.06%
tron
TRON (TRX) 1.51 1.43%