O CEO da aplicação de pagamentos em bitcoin, Strike, Jack Mallers, afirmou que a crescente participação de Wall Street no mercado de Bitcoin não representa uma ameaça ao ativo. Em entrevista ao podcast “What Bitcoin Did”, Mallers respondeu de forma categórica à pergunta sobre se a presença institucional compromete os princípios fundamentais do Bitcoin: “A resposta é não”. Ele complementou, afirmando que “se a entrada de Wall Street no Bitcoin o destruir, é porque ele nunca teria sucesso”.
Acessibilidade e Inclusão
Mallers destacou que o Bitcoin se baseia na ideia de ser uma forma de dinheiro acessível a todos. “Isso inclui seus inimigos, a ex-esposa que o traiu, o vizinho torcedor do time rival”, disse, enfatizando a universalidade do ativo.
Concorrência por Capital Global
Embora alguns defensores do Bitcoin argumentem que a presença de Wall Street ameaça a essência original da criptomoeda, ao concentrar a propriedade e o controle em grandes instituições financeiras, Mallers acredita que a implicação é clara: Wall Street e outros investidores tradicionais se envolverão no Bitcoin à medida que o ativo compete por capital global. “Os locais onde existe riqueza serão desmonetizados, como imóveis e obras de arte, enquanto o Bitcoin será monetizado”, afirmou.
Influência das Instituições
Por outro lado, o investidor e defensor do Bitcoin, Nic Carter, expressou preocupações sobre a crescente influência das instituições financeiras sobre o desenvolvimento do Bitcoin. Carter alertou que instituições que detêm grandes quantidades de Bitcoin podem perder a paciência com os desenvolvedores, caso não abordem rapidamente questões como a computação quântica. “Essas grandes instituições podem acabar se cansando e demitindo os desenvolvedores atuais”, comentou Carter.
Movimentos de Wall Street
Nos últimos anos, Wall Street tem avançado na adoção do Bitcoin e das Criptomoedas de forma mais ampla. Recentemente, foi noticiado que o Morgan Stanley lançou um projeto piloto de negociação de criptomoedas na sua plataforma *ETrade, oferecendo taxas de negociação mais baixas do que algumas das maiores plataformas de criptomoedas dos EUA. O banco está cobrando 50 pontos-base sobre o valor de cada transação em criptomoedas, superando o preço padrão cobrado por Coinbase, Robinhood e Charles Schwab**.
As movimentações de Wall Street refletem um interesse crescente no Bitcoin, que busca se estabelecer como um ativo importante no cenário financeiro global.



