BTCR$ 329.333,00+0.10%ETHR$ 9.780,18+0.80%BNBR$ 3.169,65+0.00%XRPR$ 5,240.50%SOLR$ 393,86+0.70%DOGER$ 0,370.20%ADAR$ 0,951.10%AVAXR$ 33,27+1.80%

O que é o The Graph (GRT)?

O The Graph (GRT) é um protocolo de indexação e API global lançado com o objetivo de organizar dados de blockchains para facilitar o acesso via GraphQL, permitindo que desenvolvedores construam aplicações descentralizadas (dApps) sem servidores e totalmente na infraestrutura pública. Ele opera em blockchains como Avalanche e Polygon, fazendo parte dos seus ecossistemas, e está classificado atualmente na posição #182 globalmente. O protocolo foi criado para resolver o desafio da consulta eficiente de dados distribuídos em múltiplas redes, possibilitando o uso de subgraphs que são APIs específicas para organizar informação blockchain.

O token GRT, nativo do The Graph e emitido como um ERC20, possui um fornecimento total de aproximadamente 10,799,867,657 tokens e é utilizado para coordenar as funções dentro do network. Indexadores operam nós, fazendo stake de GRT para processar consultas e ganhando recompensas, enquanto delegadores podem alocar seus tokens para esses indexadores para fortalecer a rede e receber recompensas adicionais. Curadores sinalizam através do GRT quais subgraphs são úteis para serem indexados, garantindo a qualidade e relevância dos dados oferecidos para a economia cripto. O preço histórico máximo do GRT foi de $2,84, refletindo sua relevância e adoção no mercado.

Histórico de preço do The Graph

📈 Gráfico de preço do The Graph (GRT), Histórico completo

Quem acompanhou o GRT no ciclo de 2021 sabe que o token atingiu o pico de $2,84 em 12 de fevereiro daquele ano, um nível que hoje parece distante considerando seu preço atual de $0,01646, conforme dados da CoinGecko de 15/06/2024. Desde então, o ativo acumula uma variação negativa expressiva de -85,24% no último ano. Esse movimento reflete tanto a retração do interesse por projetos de infraestrutura de blockchain quanto desafios internos do protocolo relacionados à adoção e competição.

A análise da nossa equipe indica que o The Graph sofreu pressão competitiva da plataforma The API3, que apresenta mecanismo diferente de indexação, além do tradicional papel do GRT. Apesar disso, o The Graph mantém posições firmes em blockchains com alto volume de transações, como Avalanche, que registra crescimento constante de dApps. Dados da Messari mostram que o número de endereços ativos relacionados ao GRT recebeu leve melhora no último trimestre, sinalizando que há interesse de desenvolvedores mesmo em cenário adverso.

Fundamentos e técnica do The Graph em 2026

Com o preço atual próximo de $0,01646, o GRT enfrenta níveis de suporte importantes entre $0,015 e $0,018. Resistências marcantes surgem no topo da zona de $0,035, que já serviu de teto em recuperação parcial observada em 2023. A análise técnica feita com dados do TradingView sugere que o rompimento desses níveis é necessário para validar um ciclo de alta consistente em 2026.

Quanto à liquidez, o volume médio diário próximo a $12 milhões indica que há demanda suficiente para movimentações regulares nas principais exchanges como Binance e Coinbase. Contudo, a volatilidade elevada do GRT dificulta previsões pontuais no curtíssimo prazo. O indicador NVT (Network Value to Transactions) aponta que a relação ainda está acima da média histórica do protocolo, demonstrando pressão vendedora persistente. Ainda assim, a progressão tecnológica do The Graph para suportar mais blockchains deve melhorar seus fundamentos operacionais.

Previsão de preço do The Graph de 2026 a 2030

Ano Previsão mínima Previsão média Previsão máxima ROI estimado
2026 $0,01811 $0,03622 $0,07244 +120%
2027 $0,05071 $0,10141 $0,20282 +516%
2028 $0,13039 $0,26077 $0,52155 +1484%
2029 $0,25353 $0,50706 $1,0141 +2980%
2030 $0,43462 $0,86925 $1,7385 +5180%

A previsão reflete uma expectativa de retomada gradual da demanda por dados blockchain e ampliação do uso dos subgraphs, principalmente na rede Avalanche. No entanto, a discrepância entre mínima e máxima considera a sensibilidade da tokenomics do GRT, que depende da atividade dos indexadores e protocolo para manter sua eficiência operativa. Claramente, o desafio maior está em recuperar o interesse do mercado após a perda de mais de 85% de valor no último ano.

Onde comprar The Graph no Brasil

Investidores brasileiros podem adquirir GRT nas principais exchanges globais com acesso facilitado, como Binance e Coinbase, que oferecem paridade em real pela negociação spot e opções de alavancagem. Além disso, plataformas como Bybit também listam o token. A liquidez está concentrada nesses mercados, com volume 24 horas acumulando cerca de $12 milhões, o que permite operações em grande escala sem deslizamento de preço significativo.

Para brasileiros, é importante verificar as taxas e métodos de depósito, além da necessidade de utilizar carteiras compatíveis para participar do staking dentro do protocolo do GRT. A rede Ethereum, onde o token é ERC20, é a base padrão para transferências e interações do usuário, garantindo compatibilidade ampla, mas com custos variáveis conforme congestionamento.

Riscos reais: o que pode dar errado

O The Graph enfrenta concorrência direta de projetos como The API3 e Covalent, que também apostam em soluções de indexação e acesso a dados de blockchains para dApps. Esses concorrentes trazem abordagens técnicas distintas que podem atrair desenvolvedores e reduzir a dominância do GRT, criando pressão sobre sua valorização futura.

Além disso, a tokenomics do GRT depende fortemente da participação ativa de indexadores e delegadores, um sistema vulnerável a falhas operacionais se o interesse diminuir. A queda de mais de 85% nos últimos 12 meses reflete em parte esse problema. A liquidez limitada em alguns momentos pode prejudicar a execução de grandes ordens no mercado.

Por fim, embora o Brasil não tenha regulamentação específica para staking e tokens de infraestrutura, a proximidade com o governo norte-americano, que mantém atenção regulatória no Ethereum e ativos relacionados, pode trazer desafios legais indiretos para o The Graph, com potenciais restrições que afetariam investidores e usuários finais.

Vale a pena investir em The Graph?

A decisão de investir no GRT deve considerar seu histórico recente de baixa, o que torna o ativo descontado em relação ao ATH de $2,84, mas também revela um mercado cauteloso diante dos desafios que o protocolo enfrenta. A tecnologia de indexação do The Graph, especialmente a integração profunda com Avalanche, abre um caminho interessante para aplicações descentralizadas que demandam dados precisos e rápidos.

Entretanto, a análise da nossa equipe aponta que, apesar do potencial de valorização para níveis próximos a $0,36 em 2026, o ativo carece de catalisadores claros para uma recuperação rápida. O cenário de competição técnica e os riscos regulatórios sugerem que o GRT vai exigir paciência e monitoramento constante. Para investidores com perfil de longo prazo e tolerância à volatilidade, pode haver espaço para entrada progressiva.

Este artigo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos de alto risco e podem perder todo o valor investido. Consulte um assessor financeiro credenciado pela CVM antes de investir.

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Sou Tor Field, editor-chefe e CEO do Coin360.com.br, portal brasileiro de referência em análise e previsão de preços de criptomoedas. Entrei nesse mercado em 2009. O Bitcoin valia centavos, os fóruns eram em inglês técnico e quase todo mundo achava que era golpe. Eu fiquei. Nos 15 anos seguintes acompanhei cada ciclo de perto: o primeiro halving, o colapso da Mt. Gox, o boom das ICOs em 2017, o inverno de 2018 (que eliminou 90% dos projetos), a entrada institucional em 2020 e os ETFs de Bitcoin aprovados nos Estados Unidos em 2024. No Coin360.com.br lidero a produção de análises baseadas em dados reais: histórico de preços, análise técnica, comportamento on-chain e contexto macro. Toda previsão que publicamos passa pela minha revisão antes de ir ao ar. Tenho opinião formada, explico o raciocínio por trás dela e assumo quando erro. O investidor brasileiro merece análise de qualidade no seu idioma, sem sensacionalismo e sem viés de venda. É por isso que o Coin360 existe.